Cachoeira adere a programa estadual de ações de enfrentamento à violência contra a mulher
A Prefeitura de Cachoeira do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, aderiu ao Programa Estadual de Proteção e Promoção aos Direitos das Mulheres e receberá R$ 46 mil para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no município.
O anúncio foi realizado na quinta-feira (2), em Porto Alegre, durante ato promovido pelo Governo do Estado, com a participação do secretário municipal de Desenvolvimento Social, João Alexandre Bittencourt.
Os recursos serão destinados à capacitação das equipes que atuam na rede de proteção às mulheres e à aquisição de materiais para qualificar os serviços prestados à população.
Além do fortalecimento da estrutura de atendimento, a Secretaria de Desenvolvimento Social prepara uma iniciativa inovadora no município: a criação de um grupo voltado ao acompanhamento de homens encaminhados pelo Poder Judiciário em razão de casos relacionados à violência de gênero.
A proposta é desenvolver um trabalho de reflexão, responsabilização e conscientização sobre as relações de gênero, buscando prevenir a reincidência da violência e contribuir para a construção de comportamentos mais saudáveis e respeitosos.
Experiências dessa natureza ainda são pouco comuns no âmbito das administrações municipais brasileiras, sendo mais frequentemente desenvolvidas pelo próprio sistema de Justiça. No Rio Grande do Sul, não há registros de iniciativas municipais com esse formato, o que poderá colocar Cachoeira do Sul entre os municípios pioneiros na implantação de um programa específico voltado ao trabalho com autores de violência de gênero.
Para o secretário João Alexandre Bittencourt, o investimento representa um importante avanço para a política de proteção às mulheres no município.
“Esse recurso permitirá qualificar ainda mais nossa equipe e ampliar as ações de prevenção. O trabalho com homens encaminhados pelo Judiciário busca atuar na origem da violência, promovendo reflexão, responsabilização e mudança de comportamento. Proteger as mulheres também passa por desenvolver estratégias que reduzam a reincidência e fortaleçam uma cultura de respeito”, destacou.