Tempo médio de espera na fila para laqueadura tubária no Rio Grande do Sul foi reduzido em 59%
O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), vem fortalecendo o acesso a consultas e a procedimentos especializados em diversas áreas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como é o caso da ginecologia e do planejamento familiar. Em dezembro de 2024, pacientes aguardavam cerca de 329 dias até uma consulta especializada (agendas de ginecologia, planejamento reprodutivo e laqueadura tubária agregada). Em maio de 2026, esse número caiu para 136 dias, representando redução de 59%.
A diminuição é fruto da ampliação do trabalho de regulação ambulatorial realizado pela SES em parceria com o TelessaúdeRS, com impactos positivos em diversas especialidades. A ação integra o projeto RegulaSUS, que tem como objetivo reduzir o tempo de espera, reorganizar filas e ampliar o acesso da população aos cuidados especializados no SUS.
A fila para laqueadura tubária envolve o direito ao planejamento reprodutivo, à autonomia corporal e à tomada de decisões informadas sobre a vida reprodutiva. A qualificação dos processos regulatórios permitiu melhorar a organização dos encaminhamentos, asegurar a priorização adequada dos casos e ampliar a integração entre os pontos da rede de atenção à saúde.
Autonomia feminina e novos critérios
Além dos avanços na organização do acesso, o período analisado coincide com uma mudança normativa relevante: atualmente, não há mais exigência de autorização do cônjuge ou companheiro para a realização da laqueadura tubária, o que fortalece a autonomia das mulheres e alinha a prática assistencial aos marcos legais vigentes.
Podem ser encaminhadas para avaliação especializada as mulheres que atendam a pelo menos um dos seguintes critérios: idade superior a 21 anos, ter dois filhos vivos, apresentar situações de risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro filho (mediante apresentação de relatório com justificativa clínica, assinado por dois médicos).
A SES segue monitorando os indicadores de acesso e o tempo de espera relacionados ao planejamento reprodutivo, com o objetivo de consolidar os avanços, reduzir desigualdades no acesso e fortalecer o cuidado integral ofertado à população.
