Infecções respiratórias em Cachoeira já causaram 42 hospitalizações e um óbito em 2026

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (18/05), a Secretaria Municipal da Saúde voltou a alertar a população cachoeirense para a importância da vacinação e dos protocolos preventivos na contenção dos casos de gripe e das complicações clínicas pela doença. De acordo com o levantamento da Diretoria de Vigilâncias em Saúde (DVS), o município registra até o momento 42 internações hospitalares por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início do ano, sendo cinco pelo vírus Influenza A, nenhuma por Covid-19 e as demais por outros vírus respiratórios, com a ocorrência de um óbito por Rinovírus no mês de abril

A vítima foi paciente do sexo feminino, 64 anos e apresentando comorbidades, não imunizada em 2026 para gripe ou coronavírus. No cenário oficial, o coeficiente de incidência atual das síndromes respiratórias agudas graves é de 51,50 casos por 100 mil habitantes.

Diante dos números verificados, reforça a Diretora das Vigilâncias em Saúde, Andréa Santos, os esforços conjuntos – seja da saúde pública ou da própria população – precisam ser direcionados ao diagnóstico precoce e às medidas de prevenção. “As ferramentas disponíveis até o momento são as vacinas para os grupos prioritários (idosos, gestantes, crianças, portadores de comorbidades) e as medidas de segurança à população em geral”, complementa a enfermeira Andréa, referindo-se aos públicos ainda não liberados à imunização contra a Influenza, por exemplo. “Nestes casos, são indicados hábitos como etiqueta respiratória, higienização das mãos, ventilação, limpeza e desinfecção adequada de ambientes, além do uso de máscaras”, destaca. Confira a íntegra do Comunicado da DVS em anexo.

AGRAVAMENTO DOS CASOS

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é quando indivíduo com Síndrome Gripal (SG) evolui com dispneia/desconforto respiratório, pressão ou dor persistente no tórax, saturação de oxigênio menor ou igual a 94% em ar ambiente, e coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto; geralmente os pacientes apresentam primeiro um quadro de SG, podendo evoluir para SRAG, o que reforça a atenção aos seguintes sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos e ou distúrbios gustativos, podendo surgir sintomas gastrointestinais. A influenza é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório e é de alta transmissibilidade. A estratégia de vacinação contra a influenza tem como propósito reduzir internações, complicações e óbitos na população-alvo. A vacinação contra a Influenza e Covid-19 são as medidas de prevenção mais eficazes para proteger contra essas doenças e, principalmente, na evolução para formas graves e óbitos.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE

Para redução da transmissibilidade de vírus respiratórios, continua sendo importante adoção de um conjunto de medidas de prevenção e controle, que devem ser utilizadas de forma integrada e incluem: etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar), ventilação natural dos ambientes, uso de máscaras faciais, higienização das mãos, evitar locais de aglomeração, entre outras. “Muito importante que as pessoas com fatores de risco se vacinem anualmente, o mais cedo possível, evitando contaminação no momento da sazonalidade. Reforçamos o chamamento para vacinar contra Influenza as pessoas com mais de 60 anos, crianças de seis meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias, gestantes em qualquer idade gestacional e demais pessoas com fatores de risco e que integrem grupos prioritários.