Mapa único do governo fortalece resposta a desastres após enchentes de 2024

Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, em 2024, o Estado ressalta o aprimoramento de tecnologias voltadas à gestão de desastres como uma das principais transformações incorporadas no período. Entre as iniciativas, destaca-se o fortalecimento do Mapa Único do Plano Rio Grande (MUP RS), que passou a integrar dados de satélites para qualificar a resposta a eventos meteorológicos extremos.

A ferramenta mapeou as áreas diretamente atingidas pelas cheias e, por meio do cruzamento de dados, viabilizou maior agilidade na entrega de benefícios às famílias e às empresas afetadas pelo evento meteorológico extremo. Desenvolvido pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), o MUP RS se consolidou como uma ferramenta central de apoio à tomada de decisão em situações de emergência.

Plano Rio Grande: reconstrução e planejamento

Esta matéria integra a série de conteúdos informativos sobre os dois anos após a enchente de 2024. Com investimentos em diferentes áreas, o Plano Rio Grande já soma R$ 14 bilhões entre valores pagos, empenhados e aprovados por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Liderado pelo governador Eduardo Leite, o Plano Rio Grande é um programa de Estado criado para proteger a população, reconstruir o Rio Grande do Sul e torná-lo ainda mais forte e resiliente, preparado para o futuro.

Para além de projetos voltados à reconstrução de estruturas e locais atingidos, o programa contribui para a recuperação social e trabalha na construção do futuro do Estado. Hoje, o Rio Grande do Sul conta com um conjunto organizado de ações que amplia sua capacidade de resposta e prevenção, tornando-o mais resiliente. Essa transformação não se limita à gestão de riscos meteorológicos, mas fortalece a economia, a infraestrutura e a capacidade institucional, preparando o Estado para enfrentar desafios e sustentar seu desenvolvimento nos próximos anos. Até então, o Rio Grande do Sul e o Brasil não contavam com um plano estruturado com essa finalidade.

Entre as ações baseadas no MUP RS está o Programa Volta Por Cima, que realizou o pagamento automático a famílias identificadas como diretamente afetadas pela calamidade. Também foram impulsionadas iniciativas como o Pix SOS Rio Grande do Sul e o MEI RS Calamidade, este destinado a microempreendedores individuais impactados pelas enchentes.

Pelo Volta Por Cima, foram distribuídos mais de 100 mil auxílios, em 2024, e outros 4,3 mil nos eventos meteorológicos de 2025, somando R$ 257 milhões, enquanto o Pix SOS Rio Grande do Sul distribuiu R$ 73,6 milhões para 36 mil famílias. Já o MEI Calamidade segue apoiando microempreendedores que ainda buscam se restabelecer por meio da consultoria do programa, tendo alcançado 31 mil CNPJs com um total de R$ 70,8 milhões, até o momento.

Tecnologia amplia precisão na resposta a desastres

O MUP RS também foi utilizado em outros eventos meteorológicos, como as cheias de junho de 2025. “O uso de tecnologias e dados geoespaciais representa um dos principais legados do período pós-enchentes de 2024, ao permitir maior precisão na identificação de áreas afetadas, agilidade na resposta e maior efetividade nas ações emergenciais”, destacou a titular da SPGG, Danielle Calazans.

Com base no georreferenciamento do MUP RS, também foi possível identificar as casas atingidas pelas cheias e o nível de extensão dos danos. Os dados subsidiam a Estratégia Integrada de Habitação, que vem trabalhando para viabilizar moradias.

A iniciativa faz parte do conjunto de ações do Estado voltadas à reconstrução e ao aprimoramento da gestão de crises meteorológicas, conforme destaca a secretária Danielle, evidencia a importância da tecnologia como ferramenta fundamental para proteger a população em cenários de desastre.