Vendas de Dia dos Pais devem ser menores neste ano em função da pandemia, analisa Fecomércio-RS

Em meio a forte crise decorrente das medidas de distanciamento social que criaram grande instabilidade e incertezas para o comércio durante a pandemia da COVID-19, as vendas para o Dia dos Pais 2020 devem ser consideravelmente menores que as realizadas no mesmo período do ano passado. É o que aponta uma análise feita pela Fecomércio-RS em relação a esta importante data para o varejo. “No entanto, é praticamente impossível fazer qualquer tipo de previsão neste momento. O importante agora é que os lojistas criem estratégias de como lidar com este cenário e busquem alternativas para aumentar as vendas neste período. Infelizmente, o nosso foco precisa estar em reduzir as perdas potenciais”, afirma o presidente da Federação, Luiz Carlos Bohn.

Embora os dados mais recentes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo IBGE, tenham mostrado uma reação das vendas em maio (em relação a abril), as novas restrições que determinaram o fechamento do varejo de vários segmentos aprofundaram as perdas no mês de junho. Os dados das Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas, divulgadas pela Sefaz-RS, que permitem acompanhar o comportamento das vendas do setor gaúcho com maior frequência, mostraram que em maio, à semelhança dos resultados da PMC, houve redução gradual das perdas do varejo. Mesmo assim, na semana do Dias das Mães, período que tende a concentrar as compras de presentes para a comemoração da data, houve uma redução das vendas totais do varejo de 7% em relação ao mesmo período do ano passado.

A análise dos economistas da Fecomércio-RS aponta que são várias as razões que contribuem para um menor consumo, além obviamente do fechamento de vários segmentos do comércio. As pessoas estão circulando menos, por imposição ou medo do contágio, o que se alia à redução da renda, a incerteza quanto ao futuro e consequente cautela nos gastos. Os dados do Novo Caged mostram que, entre março e maio, foram destruídos 123 mil empregos formais no RS. Além disso, houve aumento expressivo de pessoas não ocupadas que não procuraram emprego, por acreditarem que não encontrariam ou por medo de contaminação.

“Com as reduções das reuniões failiares, já existe uma força redutora para o consumo de presentes no dia dos país.Nesse cenário, se as medidas restritivas persistirem, as portas fechadas serão mais uma e importante barreira para as vendas na data, sobretudo para o vestuário – itens bastante procurados para presentear os pais, e umas das atividades varejistas mais afetadas pela crise. Estamos, sem dúvida, vivendo o tempo mais desafiador da nossa história”, finaliza Bohn.

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