Governo diz que há 20 casos suspeitos de coronavírus no Brasil

 O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que o governo vai analisar agora o comportamento da doença em um país como o Brasil.

Mandetta disse ainda que não há possibilidade de fechar fronteiras em um mundo globalizado. “É uma gripe, mais uma gripe que vamos atravessar. E sua transmissão é similar à de gripes que a humanidade já superou”, disse Mandetta. “Com certeza vamos passar por essa situação investindo em pesquisa, ciência e clareza de informações.”

Ele afirmou ainda que a gripe causada pelo vírus H1N1 era mais grave e também acometia jovens e gestantes —o novo coronavírus tem atingido mais idosos.

O Brasil tem 20 casos suspeitos: 11 em São Paulo e o restante na Paraíba, em Pernambuco, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Em todos os casos, os pacientes chegaram da Itália nos últimos dias. No Espírito Santo, o paciente procurou atendimento numa UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Carapina, na noite desta terça (25).

Além de um caso confirmado, houve 59 casos descartados.

O secretário de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira, disse que vai aumentar o número de pessoas suspeitas, uma vez que há outros países com confirmação da doença, como Suíça e Argélia.

O homem que teve o caso confirmado em São Paulo procurou o Hospital Israelita Albert Einstein na segunda-feira (24). Uma amostra do paciente foi enviada ao Instituto Adolfo Lutz, que confirmou a infecção.

“Ele chegou sem sintomas, fez uma reunião familiar no domingo e na segunda procurou a unidade de saúde”, disse Mandetta.

O período em que ele esteve na Itália a trabalho (de 9 a 21 de fevereiro) coincide com a explosão de casos no país europeu, quando mais de 220 pessoas foram infectadas.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) catalogou o período de incubação em torno de 14 dias. Parte dos estudos monitorados, segundo o Ministério da Saúde, estão em torno de 9 a 10 dias.

Até esta quarta, foram confirmados no mundo todo mais de 80 mil casos da infecção pelo Covid-19, nome dado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) ao vírus surgido em Wuhan, na China, e 2.708 mortes em decorrência da doença.

Na Itália, foram registrados 320 casos e 11 mortes até esta quarta. O aumento no número de pessoas infectadas pode ter relação com falhas de procedimento em um hospital na região de Milão, onde foi internado um paciente considerado “número um”, segundo informou o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte.

 

 

 

fonte Gaúcha/ZH

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