Mais de 24 mil armas apreendidas no Estado foram destruídas pelo Exército

Das atividades criminosas à labareda de uma siderúrgica em Sapucaia: 24,2 mil armas apreendidas ao longo de 2018 no Estado foram destruídas na manhã desta desta quarta-feira (19) pelo Exército.

O armamento — contendo 17,1 mil armas de fogo curtas, réplicas e simulacros e 7,1 mil armas brancas — é resultado dos processos judiciais do Estado que, quando incluem apreensões de armas, têm o descarte determinado pelo Tribunal de Justiça.

Desde dezembro de 2016, uma mudança na legislação passou a permitir a reutilização de armas pelos órgão de segurança. As que não são reaproveitadas, são encaminhadas ao Comando da 3º Batalhão de Suprimento, de Nova Santa Rita, responsável por fazer a guarda e destruição do material.

—Elas (armas) não podem ser usadas pelos órgãos devido ao estado que chegam, desde deterioradas até características diferentes das que são exigidas pela legislação —  explica o comandante do batalhão, coronel Alexandre Martinelli.

De acordo com Martinelli, assim que a arma chega à posse do batalhão, elas registradas e inutilizadas. Quando o montante se torna expressivo, as armas passam por uma prensa mecânica e pela fundição do metal na siderúrgica.

A última ação do tipo ocorreu em novembro do ano passado, quando 21.139 armas apreendidas ao longo do ano foram incineradas, sendo  13,9 mil armas de fogo.  Desde 2003, com a criação do Estatuto do Desarmamento, já foram destruídas ao menos 240 mil armas de diferentes tamanhos e calibres.

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