Cachoeira com dois casos suspeitos de sarampo

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Cachoeira do Sul notificou dois casos suspeitos de sarampo no município. Um deles é adulto e a outra é uma criança. Os dois estão em isolamento domiciliar, passam bem e não estão mais no período de transmissão. A coleta de sangue para análise foi feita na última segunda-feira. Os dois têm uma dose anterior de vacina triviral (sarampo, caxumba e rubéola).

O sarampo é uma doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após.

Apesar dos esforços empreendidos desde o início do programa de eliminação da doença, nos últimos anos, casos de sarampo têm sido reportados em várias partes do mundo e segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitos países permanecem endêmicos para o sarampo, principalmente aqueles com baixa cobertura vacinal e bolsões de não vacinados. Sarampo é altamente contagioso e a única forma de prevenção é a vacina.

VACINAÇÃO – Entre os dias 6 a 31 de agosto acontece a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e contra o Sarampo, tendo como dia de mobilização nacional 18 de agosto. O objetivo é manter elevada cobertura vacinal contra a poliomielite nos municípios, visando evitar a reintrodução do vírus selvagem da poliomielite, bem como vacinar os menores de cinco anos de idade contra o sarampo e a rubéola, para manter o estado de eliminação dessas doenças no país.

Segundo a Vigilância Epidemiológica, os adultos até 29 anos precisam ter duas doses da vacina tríplice (sarampo, caxumba e rubéola). Já os adultos entre 30 e 49 anos devem ter pelo menos uma dose. Já os maiores de 50 anos, geralmente já entraram em contato com o vírus pelo menos em algum momento e atingem imunidade natural. Quem tiver alguma dúvida deve levar sua carteira de vacinação a um posto de saúde para fazer uma avaliação.

CAMPANHAS

As campanhas contra poliomielite foram iniciadas em 1980, estando o país livre da doença desde 1990. Com relação às campanhas contra o sarampo, estas são realizadas desde 1995, com a vacinação de população alvo específica que, na grande maioria das vezes, abrange as crianças de um a quatro anos de idade.

A população alvo desta ação é composta de crianças de um ano até quatro anos 11 meses e 29 dias, correspondendo a 3.894 crianças. A meta mínima a ser alcançada corresponde a 95% de cobertura vacinal contra poliomielite e sarampo. Todas as crianças, indiscriminadamente, devem receber uma dose extra da vacina durante a campanha, ou receber a dose que falta do esquema vacinal.

Nesta campanha os pais e responsáveis são muito importantes no processo de manutenção da eliminação dessas doenças e devem comparecer aos serviços de vacinação com suas as crianças, levando a caderneta de vacinação para avaliação e registro”, explica a enfermeira Andreia Santos, da Vigilância Epidemiológica de Cachoeira do Sul.

A campanha de vacinação contra a poliomielite e contra o sarampo é uma forma de captar crianças ainda não vacinadas ou que não obtiveram resposta imunológica satisfatória à vacinação, minimizando o risco de adoecimento dessas crianças e, consequentemente, reduzindo ou eliminando os bolsões de não vacinados.

Atualmente, o Brasil enfrenta surtos de sarampo em três estados (Roraima, Amazonas e Rio Grande do Sul) com registro de 682 casos confirmados, sendo 13 no RS (até 16/07). A faixa etária mais acometida pela doença, em sua grande maioria, é representada pelas crianças de um a quatro anos de idade.

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