Leite reforça a importância do Plano Rio Grande em entrevista à imprensa do interior do Estado
O governador Eduardo Leite, o vice-governador Gabriel Souza e secretários de Estado atenderam à imprensa do interior do Rio Grande do Sul, na manhã desta segunda-feira (5/5), para tratar da reconstrução do Estado após as enchentes de maio de 2024. Organizadas pela Secretaria de Comunicação (Secom), as coletivas de imprensa integram uma série de eventos em alusão a um ano da tragédia
Em uma coletiva organizada em parceria com a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), formando a Rede de Rádios com o Governador, mediada pelo jornalista Moisés Ely. A pauta teve foco em torno da reconstrução do Estado, das ações voltadas à resiliência e da busca por soluções capazes de proteger efetivamente a população.
“Nas viagens que fizemos ao Japão e aos Países Baixos, percebemos que leva tempo para estabelecer todas as estruturas de resiliência, de proteção mais robustas e por isso nosso Plano Rio Grande é importante como um guia para encaminhar as ações. Então observamos nestes países que sistemas de governança são muito importantes para garantir que independentemente da troca de governos, tudo continue sendo encaminhado”, afirmou Leite.
O governador aproveitou o momento para explicar o processo de trabalho e o tempo necessário para que diversas obras sejam realizadas. Segundo ele, há um conjunto robusto de projetos contratados pelo governo estadual que começará a ser executado e percebido pela população nos próximos meses, após a conclusão das etapas de anteprojeto e contratação das empresas responsáveis pela execução.
Leite também esclareceu pontos sobre a liberação de recursos para a reforma de unidades de saúde nos municípios atingidos pelas enchentes. Já nos primeiros meses após a tragédia, o governo estadual destinou R$ 85 milhões para reformas emergenciais, além de outros R$ 19 milhões, por meio do Programa Avançar, voltados à qualificação hospitalar e à atenção básica.
Outro ponto destacado durante a coletiva foram as ações para estimular a criação de empregos e a recuperação de empresas afetadas pelas enchentes. Como exemplo, Leite citou programas como o Pronampe Gaúcho, que já beneficiou mais de duas mil empresas com crédito subvencionado pelo Estado, e o MEI RS Calamidades, que oferece capacitação com consultoria para microempreendedores individuais, além de duas parcelas de R$ 1,5 mil, pagas no início e ao fim do curso.
Também foram abordadas melhorias e a manutenção dos sistemas de proteção contra enchentes. Conforme o governador, em um primeiro momento, o foco está na recomposição das estruturas já existentes, por se tratar de um processo menos complexo, com análise do que precisa ser aprimorado e que deve ser financiado com recursos próprios do Estado. Já as ações de evolução, ampliação e melhoria exigem estudos mais detalhados, como o de impacto ambiental, a serem realizados ao longo de meses, com financiamento previsto pelo Fundo de Combate às Enchentes, criado pela União.