Anvisa ampliou validade do Implanon para cinco anos, diz Saúde

A  Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a atualização da posologia do Implanon NXT (implante contraceptivo de etonogestrel), que passa a considerar o período de eficácia contraceptiva aprovado de três para cinco anos de uso contínuo do mesmo implante subdérmico. A Resolução 4.184/2026 foi publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (26/10), permitindo que uma única inserção proporcione proteção contraceptiva por período mais prolongado, reduzindo a necessidade de procedimentos adicionais de troca do implante. A atualização foi baseada em dados clínicos que demonstraram a manutenção da eficácia contraceptiva e um perfil de segurança favorável durante o quarto e o quinto anos de uso. No principal estudo apresentado, não foram observadas gestações durante o período estendido de utilização do implante, corroborando a manutenção da proteção contraceptiva até cinco anos após a inserção.

O implante de etonogestrel é um método amplamente utilizado em diversos países e recentemente teve sua duração de uso ampliada por autoridades regulatórias internacionais, incluindo os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido. Em Cachoeira do Sul, a aplicação gratuita do mais moderno e eficaz método contraceptivo disponível atualmente pelo SUS, o Implanon, teve início em agosto deste ano, a partir de mutirões organizados pela Secretaria da Saúde em unidades da zona urbana e área rural do município.

Até o momento, informa a secretária Camila Barreto, o total de 527 dispositivos foram implantados em usuárias do SUS da cidade e a continuidade dos mutirões depende de novas remessas de dispositivos por parte do Ministério da Saúde. “Importante orientar que as pacientes que já estão usando o Implanon estão habilitadas a estender seu uso até o novo limite, sob a devida orientação médica”, destaca a gestora municipal.

 

PÓS PARTO

A Anvisa aprovou ainda, através da recente Resolução, a possibilidade de inserção do implante contraceptivo imediatamente após o parto e imediatamente após o aborto, incluindo abortos de primeiro e segundo trimestres. A medida pode ampliar o acesso ao método e reduzir o risco de gestações não planejadas decorrentes da perda de seguimento após a alta hospitalar. A avaliação considerou evidências científicas e dados de farmacovigilância analisados pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que concluíram pela manutenção de um balanço benefício-risco favorável para essa nova condição de uso. O etonogestrel é um hormônio sintético da classe dos progestagênios, que atua principalmente inibindo a ovulação e tornando o muco cervical mais espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides. Quando administrado por meio de implante subdérmico, é liberado continuamente ao organismo, proporcionando contracepção eficaz por período prolongado.

 

COMO TER ACESSO AO IMPLANON

– Usuária do SUS procura a unidade de saúde do seu bairro

– Acolhimento

– Consulta de Enfermagem

– Avaliação clínica

– Orientação contraceptiva (benefícios e riscos de cada método)

– Escolha livre e esclarecida do método contraceptivo, seguida da assinatura do termo de consentimento

– Inserção do implante hormonal subdérmico

– Retorno da paciente em 30 dias ou a qualquer momento, se necessário

– Avaliações periódicas (incluindo remoção a pedido da usuária, por indicação clínica ou por término da validade para substituição, se for o caso)