Rio Grande do Sul mantém menor taxa de desocupação da série histórica do IBGE
O Rio Grande do Sul manteve a menor taxa de desocupação (4%) registrada no Estado em toda a série histórica (iniciada em 2012) do levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa uma redução de 1,2 ponto percentual (p.p.) frente ao 1º trimestre de 2025. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na quinta-feira (14/5). O estudo foi realizado a partir de análise de indicadores de trabalho, renda e demais parâmetros socioeconômicos do país.
O secretário de Trabalho e Desenvolvimento Profissional, José Scorsatto, destacou que os resultados refletem a continuidade das políticas públicas voltadas à qualificação profissional, à intermediação de mão de obra e ao fortalecimento das oportunidades de emprego e renda no Estado.
“Os dados do Pnad mostram que as ações voltadas a potencializar a empregabilidade estão dando resultado. A taxa de desocupação segue a menor da série histórica, a população desocupada reduziu em cerca de 24% se comparado ao trimestre anterior. Vamos seguir atuando para que esses resultados positivos sejam contínuos e, por consequência, a população gaúcha consiga ter acesso ao emprego e à qualificação”, citou.
No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul apresentou um dos maiores percentuais de empregados do setor privado com carteira assinada no país (80,5%), em um ranking liderado por Santa Catarina (86,7%), seguido de São Paulo (82,1%).
A pesquisa também revelou que o percentual de desalentados – pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego – no Estado no mesmo período figurou entre os menores do país (0,7%), atrás apenas de Santa Catarina (0,3%). No Brasil, o número foi de 2,4%.
O número de pessoas ocupadas no Estado chegou a 5,895 milhões. O nível da ocupação foi estimado em 62,9%, mantendo o Rio Grande do Sul entre os dez Estados com os melhores indicadores do país no mercado de trabalho, ocupando o sexto lugar.
Os dados também apontam estabilidade nos índices de informalidade. No período, o Estado registrou 1,783 milhão de trabalhadores ocupados informalmente. Já o contingente de pessoas subutilizadas foi estimado em 526 mil pessoas, com taxa composta de subutilização de 8,4% – a sexta menor entre as unidades federativas do país.
Os indicadores reforçam o cenário de fortalecimento do mercado de trabalho gaúcho, com manutenção de baixos índices de desocupação e estabilidade nos principais parâmetros relacionados à ocupação e geração de renda.