Custo da cesta de alimentos do Rio Grande do Sul fica em R$ 304,36 em outubro. Região de Cachoeira tem a cesta mais barata

O preço médio do leite integral e do ovo de galinha ajudaram a aliviar o custo da alimentação no domicílio ao registrarem deflação no Rio Grande do Sul em outubro, de acordo com o último Boletim de Preços Dinâmicos, publicado pelo governo estadual, por meio da Secretaria da Fazenda,  O Preço da Cesta de Alimentos da Receita Estadual (PCA-RE), que considera a variação dos 80 itens analisados, registrou alta média na margem, de 0,78% no RS em relação ao mês anterior, custando R$ 304,36 em outubro. No acumulado do ano, a inflação do conjunto de alimentos é de 4,52%. Esse é o maior valor da cesta nos últimos 12 meses.

O levantamento, realizado pela Receita Estadual, utiliza a base de dados das notas fiscais emitidas pelo varejo ao longo do mês para monitorar o comportamento dos preços dos 80 alimentos mais consumidos pelas famílias do Estado.

O valor do litro do leite integral, que chegou a custar R$ 4,95 em agosto deste ano, foi encontrado a um preço médio de R$ 4,59 no último mês, uma redução de 6% em relação a setembro. O produto, muito presente na dieta da população, foi o que mais contribuiu para reduzir o impacto inflacionário no bolso das famílias. Já o preço do quilo do ovo, cujo pico nos últimos 12 meses ocorreu em março de 2026, quando era encontrado a R$ 11,90, custou em média R$ 8,94 em outubro, uma retração de 5,2% na comparação com o mês anterior.

Famílias de menor renda sentem mais a alta dos alimentos

Com exceção do Noroeste Colonial, onde a cesta teve uma queda marginal de 0,05%, todas as regiões do Estado observaram elevação de preços. A maior alta foi registrada no Rio da Várzea, com inflação de 2,26%, quando a cesta chegou a R$ 315,40, a terceira mais cara do RS. O maior valor foi registrado na região das Hortênsias, onde a cesta custou R$ 323,91. A mais barata foi encontrada no Jacuí-Centro, ao custo de R$ 281,81. A diferença de preço regional entre a cesta mais cara e a mais barata é de 15%.

Na Região Metropolitana, que concentra a maior parte da população do Estado, o custo da cesta foi de R$ 310,25 em outubro, uma alta de 0,73% em relação ao mês anterior e de 5% no acumulado do ano, acima da média do Estado.

O cálculo da Inflação da Cesta de Alimentos (ICA) por faixa de renda, com base nos últimos 12 meses, mostra que as famílias com renda entre 10 e 15 salários mínimos sentiram menos o peso da alta de preços, com elevação de 4,28% no orçamento. Os núcleos familiares com renda inferior a dois salários mínimos tiveram uma inflação de 5,39% no custo da alimentação. A metodologia do ICA considera a variação dos alimentos mais consumidos por cada faixa de renda, de acordo com os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os 80 itens, a maior elevação foi do tomate, cuja variação foi de 35% em relação a setembro, com o produto encontrado a R$ 14,90 o quilo, o maior valor da série histórica iniciada em 2021. O preço do arroz também pesou no bolso das famílias, custando em média R$ 3,99 o quilo, uma alta superior a 5%.

O Boletim de Preços Dinâmicos é uma ação que integra o Programa Desenvolve RS, coordenado pela Receita Estadual. A iniciativa tem o objetivo de disponibilizar à sociedade informações de alto interesse público utilizando a base de dados fiscais do governo do Estado. Além do documento, é possível acessar o Painel de Preços Dinâmicos, hospedado no portal Receita Dados, que atualiza em tempo real a variação de valor dos 80 alimentos monitorados.