Vendas no varejo avançam 0,6% no Rio Grande do Sul em agosto

O volume de vendas do comércio varejista no Brasil apresentou leve alta de 0,1% em agosto de 2026 frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, após recuo de 0,8% em julho de 2026. Na comparação com o mesmo mês de 2025, o setor registrou crescimento de 0,4%, desacelerando em relação à alta de 1,3% observada em julho de 2026. Com isso, o varejo acumulou expansão de 1,7% no ano e de 1,6% nos últimos 12 meses.

Dentre as atividades pesquisadas, seis das oito apresentaram crescimento, enquanto as outras duas registraram retração na margem. Os avanços ocorreram em Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,3%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,1%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (0,2%). Em sentido oposto, as quedas foram registradas em Móveis e eletrodomésticos (-4,2%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,3%).

O Varejo Ampliado reúne, além das atividades do varejo restrito, os segmentos de Veículos, motos, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo. Em agosto de 2026, o volume de vendas do varejo ampliado apresentou queda de 0,2% na margem, na série com ajuste sazonal, após alta de 0,5% em julho de 2026. Entre os segmentos, Veículos, motos, partes e peças recuou 1,0%, enquanto Material de construção apresentou queda de 2,0%. Na comparação com agosto de 2025, o indicador apresentou crescimento de 0,1%. Com isso, o varejo ampliado acumulou expansão de 1,7% no ano e de 1,4% nos últimos 12 meses.

No Rio Grande do Sul, o varejo restrito avançou 0,6% na margem em ago/26, na série com ajuste sazonal, após queda de 1,3% em julho de 2026. Na comparação com agosto de 2025, o volume de vendas apresentou retração de 1,5%. Com isso, o acumulado do ano avançou 0,7%, enquanto o acumulado em 12 meses registrou expansão de 0,9%. Na comparação interanual, dentre as oito atividades analisadas, quatro apresentaram crescimento e quatro registraram queda. O principal destaque positivo foi o segmento de Livros, jornais, revistas e papelaria (5,6%), seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,2%) e Móveis e eletrodomésticos (0,9%). Em sentido oposto, Tecidos, vestuário e calçados recuaram 12,7%, seguidos por Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-6,6%), Combustíveis e lubrificantes (-4,7%) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%).

No Rio Grande do Sul, o varejo ampliado recuou 1,1% na margem em agosto de 2026, na série com ajuste sazonal, após queda de 0,5% em julho de 2026. Na comparação com agosto de 2025, o volume de vendas apresentou retração de 1,7%. Com isso, o acumulado do ano avançou 1,5%, enquanto o acumulado em 12 meses registrou expansão de 0,7%. Entre as atividades adicionais que compõem o indicador, Veículos, motos, partes e peças registrou a maior queda (-2,5%), seguidos por Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%) e Material de construção (-1,6%), na comparação com agosto de 2025.

O resultado da PMC de agosto reforça os sinais de desaceleração do comércio varejista ao longo do segundo semestre, em um contexto de moderação da demanda doméstica. Apesar da relativa estabilidade na margem, o setor segue apresentando um ritmo de crescimento mais fraco, especialmente nas atividades mais sensíveis ao crédito. Esse movimento ocorre em um cenário de juros ainda restritivos, que, combinados ao elevado endividamento e comprometimento da renda das famílias, limitam o acesso ao crédito e reduzem o espaço disponível no orçamento para o consumo. Diante desse cenário, a expectativa é de continuidade do processo de acomodação do varejo nos próximos meses.

 

 

Fonte Fecomércio