RS registra desemprego de 4,2% no 2º trimestre de 2026
Conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua Trimestral), do IBGE, a taxa de desocupação do Rio Grande do Sul foi de 4,2% no segundo trimestre de 2026, permanecendo estatisticamente estável frente ao trimestre imediatamente anterior, quando havia sido de 4,0%. Em relação ao segundo trimestre de 2025, quando a taxa foi de 4,3%, também houve estabilidade. Com esse resultado, o estado passou a registrar a 9ª menor taxa de desocupação do país. Apesar da boa colocação no ranking nacional, o RS permaneceu atrás dos outros dois estados da Região Sul: Santa Catarina, que apresentou a menor taxa de desocupação do Brasil (2,1%), e o Paraná, na 6ª posição, com taxa de 3,1%.
A taxa de participação na força de trabalho alcançou 65,6% no segundo trimestre de 2026, permanecendo estatisticamente estável tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (65,6%) quanto frente ao mesmo período de 2025 (65,5%). O contingente total de ocupados, estimado em 5,90 milhões de pessoas, apresentou estabilidade na comparação trimestral (0,1%) e frente ao segundo trimestre de 2025 (0,8%). Já o número de desocupados, estimado em 256 mil pessoas, registrou variação de 2,8% frente ao trimestre imediatamente anterior e queda de 3,9% na comparação interanual, ambas sem significância estatística. A força de trabalho totalizou 6,16 milhões de pessoas, mantendo-se estatisticamente estável tanto na margem (0,2%) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (0,6%).
As taxas de subocupação e de desalento permaneceram estatisticamente estáveis em relação ao trimestre anterior. A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 2,4%, enquanto o percentual de pessoas desalentadas permaneceu em 0,7%. O Rio Grande do Sul também se destaca pelo elevado percentual de empregados com carteira assinada no setor privado, que alcançou 80,9%, colocando o estado na 4ª posição entre as Unidades da Federação. Já a taxa de informalidade ficou em 29,6% da população ocupada, permanecendo abaixo da média nacional de 37,4%.
O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi de R$ 4.169 no segundo trimestre de 2026, registrando estabilidade estatística na comparação com o trimestre imediatamente anterior (-0,9%) e avanço de 5,2% frente ao mesmo período de 2025. A massa de rendimento real habitual atingiu R$ 24,2 bilhões, mantendo-se estatisticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2026 (-0,7%) e apresentando crescimento de 6,2% na comparação com o segundo trimestre de 2025.
Os resultados do segundo trimestre de 2026 reforçam o quadro de resiliência do mercado de trabalho gaúcho, mesmo diante dos sinais de desaceleração da atividade econômica, embora também indiquem acomodação na margem. Esse quadro é compatível tanto com uma possível moderação da demanda por trabalho quanto com fatores estruturais que podem limitar a expansão da oferta de mão de obra. Para o restante do ano, apesar da perspectiva de continuidade da desaceleração da economia, a combinação entre um mercado de trabalho ainda resiliente e condicionantes estruturais da oferta de mão de obra, como a estrutura demográfica gaúcha e o menor espaço para expansão da participação na força de trabalho, diante de uma taxa de participação (65,6%) já superior à média nacional (62,0%), pode contribuir para que a taxa de desocupação permaneça em patamares historicamente baixos.
Fonte Fecomércio