Tecnologia e presença regional ampliam o acesso à saúde além dos grandes centros pela Pró Vida

Levar atendimento de qualidade ao interior do Rio Grande do Sul continua sendo um dos principais desafios da saúde suplementar. Embora a transformação digital tenha aproximado pacientes e profissionais, ainda há diferenças no acesso entre as grandes cidades e os municípios mais afastados. Perante esse quadro, a articulação entre estruturas físicas, recursos tecnológicos e modelos de atenção integrados tem se afirmado na diminuição de desigualdades e expansão da oferta.

Com atuação em dezenas de municípios gaúchos, o Grupo PróVida aposta justamente nessa integração. Segundo Rafael Leonel, a proposta é fazer com que a distância geográfica deixe de ser um obstáculo no bem-estar.

“A população do interior não pode e não deve depender de longos deslocamentos para ter acesso a um cuidado digno, resolutivo e preventivo. Essa disparidade assistencial tem raízes históricas profundas. Equipamentos de alta complexidade e hospitais de ponta sempre exigiram investimentos elevados, concentrados nas regiões de maior densidade populacional. Além disso, muitos especialistas permanecem próximos aos grandes polos universitários”, afirma.

O grupo investe em uma rede de 20 unidades distribuídas pelo interior do Estado, aliando atendimento presencial ao uso de tecnologia e inteligência de dados. “Ao unirmos a segurança da presença física à agilidade da medicina digital, a barreira geográfica deixa de ser um limite para a qualidade de vida.”

A tecnologia tem papel fundamental nesse processo. Pelo aplicativo da PróVida, pacientes de municípios menores e de zonas rurais podem acessar consultas por telemedicina a qualquer momento. Nas policlínicas, por sua vez, o denominado Consultório Digital integra especialistas de outras localidades ao serviço presencial.

“Com o apoio da equipe de enfermagem e de equipamentos instalados nas unidades, o paciente realiza consultas por videoconferência com especialistas que ainda não estão disponíveis presencialmente na região. Isso reduz deslocamentos, tempo de espera e custos com viagens.”

Apesar dos avanços, a oferta de serviços fora dos grandes centros ainda envolve obstáculos importantes. A sustentabilidade financeira das operações, a dificuldade de especialistas e os desafios de infraestrutura seguem entre os principais pontos de atenção. “Viabilizar estruturas de saúde em municípios de menor porte exige uma gestão muito eficiente. Também enfrentamos dificuldades para fixar profissionais especializados fora dos grandes centros. Além disso, manter o mesmo padrão de atendimento em todas as unidades demanda processos rigorosamente estruturados.”

A conectividade representa mais um desafio de mercado, visto que algumas localidades ainda convivem com internet instável e sinal de telefonia limitado. Esse cenário exige o desenvolvimento de soluções adaptáveis capazes de garantir a continuidade do atendimento remoto.

Após a pandemia, a telemedicina consolidou-se como uma ferramenta permanente no sistema de saúde. Na avaliação de Rafael Leonel, porém, seu papel vai muito além das consultas por vídeo.

“A telemedicina há muito tempo deixou de ser apenas uma ferramenta reativa de videochamadas e evoluiu para o que chamamos de Telemedicina 3.0, tornando-se o eixo estratégico para um cuidado contínuo, preditivo e integrado. É fundamental destacar que, na estratégia do Grupo PróVida, a telemedicina jamais substitui a consulta presencial — que continua sendo a nossa grande força e a base da maioria absoluta dos nossos atendimentos. O papel dela é de complementaridade e extensão do cuidado.”

Segundo ele, toda a jornada digital é integrada ao mesmo prontuário utilizado nas clínicas, permitindo maior continuidade do tratamento. “O paciente inicia ou mantém seu tratamento presencialmente e utiliza a telemedicina como uma camada adicional de suporte, disponível 24 horas por dia, tanto para esclarecer dúvidas quanto para realizar triagens ou acompanhar exames. Isso garante que o cuidado nunca seja interrompido.”

Além das consultas, a tecnologia também tem ampliado o acesso a exames e ao acompanhamento médico. O executivo cita como exemplo a utilização do exame LINDA, ferramenta que identifica alterações térmicas relacionadas ao câncer de mama sem utilização de radiação.

“A tecnologia embarcada e o uso de inteligência artificial tornam a prevenção mais rápida e precisa. O exame LINDA permite rastrear sinais precoces do câncer de mama em poucos segundos, de forma indolor e acessível, possibilitando que a equipe defina imediatamente a melhor conduta clínica.”

A integração entre o serviço presencial e os recursos digitais é fundamental no acesso à saúde. Com o uso de recursos, é possível reduzir custos operacionais, otimizar a jornada do paciente e ampliar o alcance a médicos especialistas. O grande diferencial, contudo, reside em aplicar essas ferramentas digitais como um suporte à medicina praticada nas unidades físicas, viabilizando um cuidado de alto padrão inclusive para a população do interior.

Ao finalizar, Rafael Leonel destaca que o avanço tecnológico não elimina o atendimento humanizado, pelo contrário.

“Existe o mito de que padronizar processos torna o atendimento frio. Na prática, acontece exatamente o oposto. Quando protocolos, sistemas e fluxos funcionam de forma organizada, médicos e equipes deixam de gastar tempo com burocracias e podem dedicar mais atenção ao paciente. A inovação é utilizada, portanto, como um meio logístico para não substituir, mas sim potencializar o tato humano na saúde.”