817 mil gaúchos não fizeram a segunda dose da vacina. Maior parte tem entre 20 e 34 anos

A Secretaria Estadual da Saúde informou que 817 mil gaúchos estão com o prazo de aplicação da segunda dose da vacina em atraso, ou sem o registro dessa aplicação no Sistema de Informações do Plano Nacional de Imunização conforme levantamento realizado na quarta-feira, dia 24.

A faixa etária que menos voltou aos postos de saúde para a segunda dose foram os jovens de 20 a 34 anos, que, juntos, representam quase metade da estimativa (397 mil). Estão no período ideal para receber a segunda dose 167 mil pessoas.

O período ideal representa uma janela de uma semana após o intervalo de espera entre as doses indicado para cada uma das vacinas. Após uma semana, é considerado em atraso.

Nesta quarta-feira (24/11), apesar de a cobertura vacinal completa da população adulta do Rio Grande do Sul estar em 85,1%, entre o grupo de adultos jovens de 20 a 24 anos esse índice cai para 66%. Na faixa de 25 a 29 anos, 72%, e entre as pessoas de 30 a 34 anos está em 78%.

“Ainda longe do que precisamos para atingir a imunização coletiva e diminuir a circulação do vírus”, explica a chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri.

Ela destacou que apenas uma aplicação das vacinas Astrazeneca, Coronavac e Pfizer – que requerem segunda dose – além de oferecer uma resposta imune menor, a durabilidade da resposta também é menor. “A eficácia da vacina apontada por estudos clínicos só pode ser atingida com o esquema vacinal completo, ou seja, com as duas doses”, enfatiza. Entre as vacinas aplicadas no Brasil, até o momento, apenas a fabricante Janssen é aplicada em dose única.

Em relação à dose de reforço, são 766 mil gaúchos que já poderiam ter buscado a vacina, entre profissionais de saúde, idosos e imunossuprimidos, além de 96 mil que estão na semana ideal para recebê-la.

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