Mesmo com avanço na vacinação, 25 municípios dentre eles Caçapava do Sul, ainda têm restrições para volta às aulas

Passados mais de um ano e meio desde a interrupção das aulas e mesmo com o avanço da vacinação no RS, 25 municípios ainda apresentam restrições na retomada das atividades presenciais de ensino. Esse foi o principal resultado da sexta atualização do Observatório de Volta às Aulas, divulgada nesta quinta-feira (24/06). A iniciativa do mandato do deputado Fábio Ostermann (NOVO) classifica as cidades com sinal verde, amarelo ou vermelho para ilustrar a situação do RS sobre o tema.
Entre as cidades classificadas com o sinal vermelho, Ostermann alerta que São Leopoldo, Guaíba, Rosário do Sul e Caçapava do Sul já vacinaram pelo menos 75% do grupo de risco (idosos acima de 60 anos, indígenas e profissionais da saúde). No entanto, o deputado reforça que essas cidades ainda estão com as aulas suspensas na rede municipal.
“É lamentável observar que municípios que praticamente já vacinaram todo o grupo de risco seguem negligenciando a volta às aulas. As prefeituras precisam respeitar o regramento estadual que reconhece a educação como atividade essencial e garante que escolas terão seu funcionamento resguardado. Os prejuízos no aprendizado das crianças e jovens que estão proibidos de frequentar o ambiente escolar são imensuráveis”, aponta.
Apesar dos problemas, o último levantamento do Observatório revela um avanço no quadro geral do estado. Atualmente, 84% dos municípios gaúchos analisados já retomaram as atividades escolares nas redes municipal e estadual. Já na rede privada, esse número chega a 98%.
Na comparação com a atualização passada, o único retrocesso verificado foi em Alegrete, na Fronteira Oeste, que havia estabelecido o retorno das aulas presenciais para o junho, mas manteve as atividades remotas nas escolas rurais por dificuldades no transporte escolar.
AMPLIAÇÃO DA DESIGUALDADE
Ao analisar os dados obtidos com o Observatório sobre os municípios que mantiveram a suspensão das aulas presenciais, o deputado alerta que estas cidades adotaram restrições para as escolas da rede pública municipal e estadual, garantindo apenas o funcionamento das instituições privadas. “Essa situação deve contribuir para a ampliação da desigualdade existente entre a educação pública e a privada no estado”, pondera Fábio Ostermann.
Para realizar esse trabalho, o Observatório da Volta às Aulas conta a participação ativa da sociedade civil, por meio de apoiadores do mandato do deputado Fábio Ostermann, além de buscar informações nas redes sociais, em notícias da imprensa e através do contato direto com as prefeituras. As informações do Observatório ficam disponíveis no site fabioostermann.com.br/observatorio
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