Federação de Trabalhadores na Agricultura da Região Sul estão preocupados com possíveis juros no Plano Safra 20/21

As três federações que representam legitimamente a agricultura família no Sul do país, Federação dos Trabalhados na Agricultura no RS – FETAG-RS, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina – FETAESC e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná – FETAEP vêm a público demostrar preocupação com as últimas informações em nível nacional sobre as possíveis taxas de juros que serão anunciadas no Plano Safra 2020/2021.

Ainda no campo da especulação, fontes do governo federal sugerem taxa de juros para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em torno de 3% a 4% ao ano. Para os produtores de porte médio, a taxa seria de 5,25% e para os demais produtores o Plano Safra traria taxa anual de 6,5%.

Para o Coordenador da Região Sul da CONTAG e presidente da FETAG-RS, Carlos Joel da Silva, “se o governo anunciar taxas de juros neste patamar, estarão enterrando a agricultura familiar. É inaceitável que as taxa de juros para financiamentos sejam maiores que a Selic. Desta forma o setor não suportará. Uma variável aceitável seria em torno de 1 a 2% para o Pronaf e os demais produtores, no máximo a taxa Selic”, afirma.

Segundo os dirigentes, para efeitos do Plano Safra, o governo federal precisa reconhecer a agricultura e pecuária familiar como produtora de alimentos e um setor essencial e indispensável para retomada da economia do país. Em tempos de pandemia, com efeitos colaterais na economia, na geração de emprego e renda, qualquer taxa de juros desalinhada com a condição econômica do país pode comprometer, ou o que é pior, tirar da atividade milhares de agricultores familiares.

AGRICULTURA FAMILIAR NO BRASIL (*)

3,9 milhões dos 5 milhões de estabelecimentos agrícolas do país são familiares.

10,1 milhões das 15,1 milhões de pessoas ocupadas estão na agricultura familiar.

AGRICULTURA FAMLIAR NA REGIÃO SUL – RS, SC, PR

664 mil dos 853 mil estabelecimentos agrícolas do Sul são familiares.

1,6 milhão das 2,3 milhões de pessoas ocupadas estão na agricultura familiar.

(*) Fonte: Censo Agropecuário 2017. Elaboração: Fetaep.

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