Estiagem afeta colheita e preço de hortifrutigranjeiros da Ceasa

Entre os produtores que comercializam hortifrutigranjeiros na Ceasa, o clima é de preocupação com os prejuízos nas lavouras provocados pela estiagem. Segundo agricultores mais experientes, a tendência é de agravamento da situação até o final do verão. Produtores de milho verde, por exemplo, correm o risco de perder toda a safra.

A combinação de tempo seco e quente acendeu o alerta para a cadeia produtiva. Estudos climáticos da Nasa apontaram 2019 como o segundo ano mais quente da história. Logo, quem plantou no ano passado está sentindo neste momento o efeito de duas condições adversas: o excesso de chuva para algumas culturas, na primavera, e a seca potencializada pelas temperaturas elevadas atuais.

O resultado dessa variação climática é prejudicial para várias culturas. As plantas estão murchas e as folhas secas. Frutas como a uva, o pêssego e a melancia apresentam tamanho e qualidade inferiores às safras de anos anteriores. Produtor de milho verde, Marco Antônio Thomas, de Cruzeiro do Sul, afirma que metade da lavoura de 32 hectares foi perdida. A quebra na safra do cereal causará cerca de R$ 100 mil de prejuízo.

Com o calor, o grão fica menor e mais enrugado, diminuindo a qualidade da espiga. Para amenizar o prejuízo, teríamos de ter chuva constante, de mais de 100 milímetros, o que é pouco provável – lamenta Thomas, de Cruzeiro do Sul, que  já perdeu metade da lavoura de 32 hectares de milho verde

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