2ª etapa da vacinação contra a febre aftosa começa nesta sexta

Na maioria dos estados, incluindo o Rio Grande do Sul, os criadores terão de 1º a 30 de novembro para vacinar bovinos e bubalinos de até 24 meses. Conforme o médico-veterinário Diego Viali dos Santos, chefe da divisão da febre aftosa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a responsabilidade de imunizar os rebanhos é do produtor rural. “Sempre buscamos a cobertura total, de 100%, mas historicamente temos atingido 98,3% de pecuaristas que declaram ter vacinado seus animais”, contou.

No território gaúcho, a meta é ultrapassar a casa de 90% de animais imunizados, de um total de 4,3 milhões previstos para a etapa. O objetivo também é superar os 90% das 240 mil propriedades que devem integrar a vacinação do próximo mês. Segundo o fiscal estadual agropecuário Fernando Groff, da coordenação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Febre Aftosa (Pnefa) na Secretaria Estadual da Agricultura, as vacinas estão disponíveis para compra em mais de 600 casas agropecuárias pelo Estado.

“A Secretaria não doa nem distribui mais vacinas contra febre aftosa, essa é uma obrigação do produtor”, alerta. O veterinário ressalta que não há diferença em relação às demais etapas, mas os cuidados com a imunização devem ser sempre observados. “Manter o material adequadamente higienizado e a vacina sob refrigeração (nunca congelamento), trabalhar com os animais em horários de menor temperatura, dentro da rotina da propriedade, e atentar para o volume da dose, que é de dois mililitros”, orientou. A vacinação contra a febre aftosa é obrigatória, prevista em lei, e seu não cumprimento no período determinado pode significar uma infração cometida pelo produtor.

Ao adquirir a vacina, e não tendo sido avisado pela Inspetoria de Defesa Agropecuária de que o procedimento será assistido ou fiscalizado, recomenda-se que o produtor faça a imunização o mais breve possível. Depois, ele deve apresentar as comprovações junto à Inspetoria. A classificação do rebanho (por sexo e idade) e a nota fiscal de compra de vacina devem ser apresentadas até 6 de dezembro.

O Rio Grande do Sul é certificado internacionalmente como “livre de febre aftosa com vacinação”, o que permite que os itens de origem animal (carnes, leite, produtos lácteos) produzidos no Estado possam acessar mercados externos e internos. Parte dos requisitos dessa certificação é manter uma cobertura vacinal adequada.

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