Professores Municipais vão protestar contra Governo Ghignatti na próxima terça-feira

O Sindicato dos Professores Municipais (Siprom) de Cachoeira do Sul, fez um chamamento categoria, nesta terça-feira, através da Rádio Fandango AM/FM,   para um ato público, que será realizado na próxima terça-feira, dia 11, das 8h às 10h, em frente da Prefeitura. A informação é da Presidente  do Siprom, Josie Rosa, que pretende ser recebida pelo prefeito Sergio Ghignatti.

A ideia é mostrar ao prefeito a indignação do magistério com relação ao momento de instabilidade com a possibilidade de corte de benefícios. Os professores reunidos em assembleia aprovaram um documento com 15 itens onde, por exemplo, pedem concurso público para substituir os contratos emergenciais. Reclamam das condições das escolas e a constante desvalorização do professor com declarações ameaçadoras de cortes na remuneração e na forma de ascensão na carreira, causando uma tortura psicológica no magistério e abalo emocional.

A direção do Sindicato quer aproveitar a terça-feira, porque neste dia, o prefeito atende a população. Por isto, a convocação enviada para todas as escolas municipais. O documento com os 15 itens apontados pela categoria também já foi entregue à Câmara de Vereadores.

O QUE É APONTADO PELO MAGISTÉRIO

– 1) Insegurança constante no exercício da profissão, pois toda semana são apresentadas, por parte da Administração Municipal, situações que anulam e tiram direitos dos professores, já garantidos em Lei

2) Instabilidade constante em relação às aposentadorias, motivada pela inadimplência do governo com o Fundo de Aposentadoria e Pensão dos Servidores (Faps) em não pagar a parte patronal, parcelando a dívida e não cumprindo com seus compromissos

3) Erros na Administração Municipal, fazendo retornar ao trabalho inúmeros professores já autorizados ao gozo de Licença Prêmio a fim de aposentadoria, por lançamentos inadequados e errôneos no Sistema que, além de gerar abalo moral ao profissional, desorganiza toda sua vida particular

4) Plano de Saúde à beira de cancelamento

5) Redução do salário de professores, prejudicando inclusive o comércio da cidade. Pois o Regime Suplementar de Trabalho teve a remuneração alterada, como se fosse um benefício político e não uma jornada de 20 horas de trabalho, com alunos e todos os compromissos inerentes ao cargo, garantindo as aulas e o ano letivo a muitas turmas, por falta de docentes

6) Infraestrutura inadequada em escolas, com falta de espaços físicos, materiais e equipamentos adequados, obrigando às direções a comporem turmas com crianças e adolescentes em número não compatível com o espaço e com a qualidade do ensino

) Transporte escolar com falta de segurança a alunos e professores

8) Falta de vagas na Educação Infantil para a demanda de até 3 anos de idade

9) Educação de Jovens e Adultos já extinta ou em processo de extinção, justificando economia, mas causando insegurança e dificuldades àqueles que já foram prejudicados pela vida, pela falta de oportunidades e que agora desejam dar continuidade aos seus estudos

10) Revisão e modificação do Plano de Carreira do Magistério sem discussão com a categoria, ficando os profissionais à mercê do ponto de vista e interpretações de outros profissionais da Administração Municipal, que desconhecem e desvalorizam as lutas e conquistas da educação ao longo da história

11) Constante desvalorização do professor com declarações ameaçadoras de cortes na remuneração e na forma de ascensão na carreira, causando uma tortura psicológica no magistério e abalo emocional

12) Contratos emergenciais efetivados anualmente, sem realização de concurso público, por plena falta de planejamento e de interesse, burlando a norma constitucional sistematicamente e intencionalmente

13) Falta de Vagas na Classe F para Promoções, pela primeira vez no município, professores não serão promovidos por falta da redistribuição das vagas

14) Falta de condições e infraestruturas às estradas do interior. Atualmente, muitas escolas têm que cancelar aulas, pela impossibilidade das estradas

15) Retirada do direito conquistado, pela comunidade escolar, de escolher o diretor de escola

Fonte: Siprom

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