Inflação para o consumidor recuou na segunda semana de outubro

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,52% na segunda semana de outubro, 0,01 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (0,23% para 0,10%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,30% para -0,17%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (1,35% para 1,28%), Comunicação (0,24% para 0,16%), Educação, Leitura e Recreação (0,55% para 0,49%) e Vestuário (0,54% para 0,51%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens gasolina (4,76% para 4,36%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,45% para 0,05%), excursão e tour (1,74% para 0,64%) e roupas femininas (1,24% para 0,83%).

Em contrapartida, apresentaram avanço em suas taxas de variação os grupos Alimentação (0,44% para 0,59%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,46%) e Despesas Diversas (0,10% para 0,11%). Nessas classes de despesa, vale citar os itens hortaliças e legumes (0,17% para 5,55%), artigos e higiene e cuidado pessoal (0,28% para 0,72%) e clínica veterinária (0,15% para 0,34%).

Inflação oficial

Os economistas do mercado financeiro elevaram a sua estimativa de inflação para este ano e também para 2019. As expectativas constam no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (15) pelo BC (Banco Central). O relatório é resultado de um levantamento feito com mais de cem instituições financeiras.

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do País, o mercado financeiro elevou a estimativa de 4,40% para 4,43% para este ano. Essa foi a quinta alta seguida do indicador.

Mesmo assim, a expectativa do mercado ainda segue pouco abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018. A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a Selic (taxa básica de juros da economia).

Para 2019, os economistas das instituições financeiras aumentaram a sua expectativa de inflação de 4,20% para 4,21%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu em 1,34%. O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado para a expansão da economia continuou em 2,50%. Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021, que continuou em 2,5% para esses anos.

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