Preço do leite longa vida começa a cair

Depois de engatar alta de janeiro a agosto, o preço do leite longa vida inverteu a curva e vem registrando queda, segundo dados da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas).
O produto começou o ano valendo R$ 2,45 o litro. Subiu até chegar a R$ 3,27 em agosto ,e no mês passado, caiu para R$ 3,10.  Até agora, em outubro, o preço médio foi cotado em R$ 3,03.

A oscilação de valores, tanto para o produtor quanto para o consumidor foi menos intensa neste ano, na avaliação de especialistas do setor. Em 2017, o recuo na quantia paga aos produtores (considerando o preço de referência do Conseleite) começou em  maio e se manteve até dezembro, com exceção de novembro.

Essa situação trouxe um cenário de crise,com muitas famílias abandonando a atividade no campo. E, agora, apesar do vaivém menos intenso, e da valorização, que se estendeu até o mês de julho, os elevados custos de produção (em razão do câmbio, da escassez de milho, que é alimento das vacas, e do aumento no diesel) não permitiram boa rentabilidade.

Para evitar sobressaltos ao produtor e comprador, a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) defende a ideia de que as indústrias trabalhem com de valores por período de cinco a seis meses seria uma maneira de evitar variações bruscas de valores, que comprometem o rendimento dos agricultores e também provocam efeito gangorra nos preços nas gôndolas de supermercados. A proposta é defendida pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag-RS) e estaria começando a ganhar terreno, também, entre empresas, que conseguiriam fidelizar seus fornecedores.

– Essa estabilidade se refletiria para o consumidor, que também não sentiria oscilação tão grande – diz Pedrinho Signori, vice-presidente da Fetag-RS.

O presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, diz que, até março,a tendência de alta não existe.Uma das razões é a queda no consumo (nos meses de calor e férias), algo também dentro da normalidade.

– A expetativa é de que os preços se estabilizem em outubro – observa Alexandre Guerra, presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RS (Sindilat-RS).

fonte Gaucha /ZH

Esse movimento tem relação direta com volume e consumo. Agosto e setembro são os meses de pico de produção no Rio Grande do Sul. Por consequência, é um período em que, devido à ampla oferta, os preços tendem a cair

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