Lançada a Campanha  BR-290, Duplica Já, com protesto nesta sexta-feira em Butiá

A escassez de recursos para duplicação da Br290, entre Eldorado do Sul e Pantano Grande foi  motivo de protesto na manhã desta sexta-feira (17). Autoridades regionais e usuários participam de um ato, que também marca o lançamento da campanha BR-290, Duplica Já, realizado na rótula de acesso ao município de Butiá. De Cachoeira do Sul estiveram presentes integrantes da intersindical como Luis Anibal Machado, Beto e o ex Prefeito Neiron Viega.

Dos quatro lotes da obra, dois estão paralisados por falta de recursos. Nos outros dois, os trabalhos correm o risco de parar porque a verba está chegando ao fim

Com total de 115,7 quilômetros, a duplicação foi iniciada em março de 2014 orçamento estimado em R$ 583,55 milhões. Devido à demora, o investimento subiu cerca de 20% e pode custar aproximadamente R$ 700 milhões.

Até agora, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) investiu R$ 60 milhões. Sem previsão de novos repasses, a conclusão da obra, inicialmente prevista para outubro de 2017, pode ser empurrada para 2021, segundo Gerri Machado, presidente da Associação Brasileira dos Usuários de Rodovias (Abur), entidade que lidera a nova campanha pela duplicação

 

— A duplicação da BR-290 é algo urgente pela questão econômica, pela necessidade de desenvolver a infraestrutura rodoviária das regiões Carbonífera, Central e Fronteira Oeste, mas, principalmente, para reduzir o número de acidentes e mortes nesta via — defende Machado, acrewscentando que o protesto desta sexta tem como meta conseguir recursos ainda este ano e a inclusão de verba para a obra no orçamento federal de 2019.

Em nota, a assessoria de imprensa do Dnit confirma que faltam recursos e que a autarquia trabalha com valores empenhados em 2014. Para este ano, apenas R$ 2,7 milhões foram liberados para serem distribuídos nos quatro lotes, “insuficiente para qualquer ação”, segundo o departamento. “A autarquia salienta que a continuidade da duplicação depende da liberação de verba por parte do governo federal”, conclui o Dnit.

Lote 1

Trecho: entre os km 112 (encontracamento com BR-116) e o km 142 (em Eldorado do Sul)
Extensão: 29,7 quilômetros
Empresas responsáveis: Bolognesi, Conterra e Magna
Situação: retomadas em janeiro de 2018 e estão em andamento até acabarem os recursos. As obras foram liberadas entre os kms 128,6 e 131,7.
Conclusão: 5%
Previsão de liberação: não há

Lote 2

Trecho: entre o km 142 (em Eldorado do Sul) e o km  172 (em Butiá)
Extensão: 30 quilômetros
Empresas responsáveis:  TB, ECB e ETEL
Situação: paralisada por falta de recursos
Conclusão: 10,1%
Previsão de liberação: não há

Lote 3

Trecho: entre o km 172 (em Butiá) e o km 199 (em Rio Pardo)
Extensão: 27 quilômetros
Empresas responsáveis: Trier, CETESA e Prodec
Situação: paralisada por falta de recursos
Conclusão: 9,5%
Previsão de liberação: não há

Lote 4

Trecho: entre o km 199 (em Rio Pardo) e o km 228 (entroncamento com a BR-153, em Pantano Grande)
Extensão: 28,7 quilômetros
Empresas responsáveis: Equipar, CSL e Esteio
Situação: em andamento até o término dos recursos disponíveis, que são de R$ 13,5 milhões, suficientes para concluir as obras dentro do perímetro urbano de Pantano Grande.
Conclusão: 17,5%
Previsão de liberação: não há

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