Governo diz que diminuem o número de latrocínios e homicídios no Estado

O levantamento dos quatro primeiros meses de 2018 referente à criminalidade no Rio Grande do Sul aponta que, de 17 indicadores, 16 tiveram queda. Ocorrências de latrocínios e homicídios dolosos tiveram redução de 36,5% e 25,9%, respectivamente, representando um total de 281 mortes a menos em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 18, pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado.

O único indicador que aumentou foi o estupro de mulheres, com alta de 4,9%. Esse percentual, no entanto, pode ter relação com o fato de as vítimas estarem denunciando mais do que antes. Quanto a roubos em ônibus, o assalto a passageiros foi o índice com maior queda no primeiro quadrimestre: foram 58,8% a menos. Já o assalto a funcionários teve queda de 33,7%.

Confira a lista completa dos indicadores:

Homicídio doloso: – 25,9%
Latrocínios: – 36,5%
Furtos: – 13,8%
Abigeato: – 28,8%
Furto de veículos: – 14,0%
Roubos: – 21,5%
Roubos de veículos: – 8,2%
Estelionato: – 7,1%
Furtos de bancos: – 45,3%
Roubo de bancos: – 35,7%
Furto de comércio: – 20,6%
Roubo de comércio: – 31,4%
Roubo de usuários de transporte coletivo: – 58,8%
Roubo de profissionais de transporte coletivo: – 33,7%
Ameaça contra mulheres: – 2,8%
Lesão corporal contra mulheres: – 3,3%
Estupro de mulheres: 4,9%

Dados da Polícia Civil e Brigada Militar também são divulgados

A SSP divulga os indicadores a cada quatro meses. A partir deste mês, no entanto, os dados estatísticos serão publicados mensalmente. Os 17 indicadores analisados representam os crimes de maior potencial ofensivo contra a vida e contra o patrimônio. Além disso, os indicadores de eficiência da Brigada Militar (BM) e da Polícia Civil (PC) também passam a ser divulgados junto. A intenção do governo é tornar-se mais transparente com a população.

O balanço da PC aponta alta na apreensão de armas de fogo, prisões em flagrante e cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. No entanto, o destaque está na apreensão de entorpecentes, com alta de 282,96% em ecstasy e 272,24% em cocaína – drogas que demandam maior investimento financeiro por parte das quadrilhas de traficantes.

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