Governo do Estado fará provas trimestrais para avaliar alunos em escolas de turno integral

Os alunos das primeiras 12 escolas estaduais de Ensino  Médio  que passaram a ter aulas em turno neste ano serão avaliados a cada três meses para o monitoramento do desempenho. O objetivo dos governos federal e estadual é acompanhar o aprendizado dos estudantes, auxiliando no desenvolvimento e, consequentemente, reduzindo o abandono escolar.

O resultado da primeira avaliação realizada com 1.733 alunos do 1º e 2º anos foi divulgado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) na terça-feira (15). Em 28 de março, uma comissão de professores aplicou uma prova com 15 questões de Português e 15 de Matemática, elaboradas pela Seduc. Dentre os alunos de 1º ano, o aproveitamento de língua portuguesa foi de 57,2% e, de matemática, de 43,5%. Dentre os do 2º, o índice foi de 62,4% e de 46,4%, respectivamente.

As 12 escolas de diferentes regiões do Estado (veja abaixo) foram contempladas no Programa de Fomento à Implantação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI).

A coordenadora do Ensino em Tempo Integral da Seduc, Hilda Liane Diehl, afirma que a avaliação ainda não serve para medir o desempenho das escolas que possuem o ensino em tempo integral – o objetivo inicial é fazer um diagnóstico da situação dos alunos para que se saiba quais pontos necessitam melhoria.

Das 12 escolas, a maior parte (10) tem apenas o primeiro ano com o ensino integral, conforme o cronograma do governo federal – em 2019, será ampliado para o segundo ano, e em 2020, para o terceiro. O objetivo do governo do Estado é ampliar o programa para mais escolas. Atualmente, o Ministério da Educação (MEC) repassa R$ 2,00 por dia para a alimentação dos alunos, mais R$ 2 mil por ano para cada aluno, valor utilizado para outras despesas da escola.

— A nossa avaliação diagnóstica neste momento é para que as escolas se conheçam, aluno por aluno, dificuldade por dificuldade. A prova avalia as competências que os alunos devem ter para iniciar o Ensino Médio. Os resultados não foram diferentes da maioria das escolas de ensino integral: sabemos que há dificuldade em matemática e em português, e o primeiro ano, historicamente, é o gargalo do ensino — explica Hilda.

Os alunos de tempo integral ficam uma média de sete horas na escola e recebem quatro refeições, enquanto os alunos do ensino regular passam pouco mais de quatro horas. Segundo a coordenadora, a escola de tempo integral traz, além de base curricular, o projeto de vida, trabalhando com o protagonismo juvenil e a autonomia do aluno.

— A gente quer que o aluno se enxergue na escola não como receptor, mas como alguém atuante. Acreditamos que o aluno integral vai se sentir o centro de todo o processo, e vai querer ficar na escola. Trabalhamos também com o processo de tutoria, em que o estudante vai escolher um professor como tutor, para ficar próximo dele. Queremos que ele se sinta feliz na escola. A escola não pode estar distanciada da vida real. Por isso, também, criamos uma rede online, chamada de rede de aprendizagem, em que os professores compartilham questões sobre a educação dos alunos — detalha.

Entre setembro e outubro, quando será aplicada a última avaliação do ano, a meta é reduzir a taxa de reprovação em 3,5%. O percentual é o mesmo para o segundo ano e, até o terceiro, a meta é que seja mantido o patamar de 5%. Este é o mesmo índice utilizado como meta para o abandono escolar.

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