Leilões tem boa demanda, mas não seguram queda nos preços do arroz

O mercado de arroz encerrou a terceira semana de março com a manutenção dos preços fracos, apesar da boa demanda pelo produto nos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Os preços seguem em queda em todas as regiões do país, em especial nas regiões produtoras, onde a colheita avança e pressiona ainda mais a volumosa oferta”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Gabriel Castacgnino Viana.

     Os produtores ainda aguardam a oficialização das operações de Aquisições do Governo Federal para garantir os preços mínimos do arroz desta safra nova, sendo R$ 36,01 por saca de 50 quilos, num momento em que os preços médios negociados no Rio Grande do Sul chegam abaixo dos R$ 35,00 por saca.

     Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca do grão em casca era cotada a R$ 34,91 no dia 15 de março, ante R$ 34,81 no dia 8 de março. Corresponde a uma queda de 1,27% em relação a igual período do mês anterior – quando valia R$ 35,36. Na comparação com igual momento do ano anterior, a retração é de 18,36% – quando era cotada a R$ 42,76.

     A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou nesta quinta-feira (15) leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural) para 32 mil toneladas de arroz – Aviso 033. Foram ofertadas 30 mil para o Rio Grande do Sul e 2 mil para Santa Catarina. No total, foram negociadas 45% da oferta ou 14.400 toneladas (todas para o Rio Grande do Sul).

     No leilão de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) para 38 mil toneladas de arroz – Aviso 032, foram ofertadas 30 mil para o Rio Grande do Sul e 8 mil para Santa Catarina. Foi negociada toda a oferta.

     Rodrigo Ramos  / Agência SAFRAS

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