Economia do RS cresce 3,3% no primeiro semestre de 2026
A economia do Rio Grande do Sul cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela agropecuária (+19,7%), mas também contou com crescimento da indústria (+2,0%) e dos serviços (+1,1%).
No segundo trimestre de 2026, o PIB (Produto Interno Bruto) gaúcho avançou 0,2% em relação ao primeiro trimestre do ano. Entre abril e junho, os três grandes segmentos da economia registraram crescimento, com destaque para a agropecuária (+6,6%), seguida pelos serviços (+0,4%) e pela indústria (+0,2%). Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a economia gaúcha cresceu 5,7%,.
Os números oficiais do PIB do Rio Grande do Sul são elaborados pelo Departamento de Economia e Estatística, em convênio com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção e a divulgação dos indicadores ocorrem trimestralmente, após a publicação do PIB nacional pelo IBGE.
Desempenho por setor
Na agropecuária, o desempenho do segundo trimestre foi impulsionado pela recuperação da safra em relação a 2025, quando a produção foi afetada pela estiagem. A soja, principal cultura do segmento, apresentou alta de 34,4% na quantidade produzida, mesmo com redução de 1,3% na área plantada.
O milho também registrou avanços, com crescimento de 21,8% na produção e de 16,1% na área cultivada. Na outra ponta, o arroz teve retração de 10,2% na quantidade produzida.
Na indústria, o avanço de 1,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior foi marcado pelo desempenho da indústria de transformação, que cresceu 3,2%. Oito das 14 atividades avaliadas registraram alta, com destaque para produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (+25,1%), Veículos automotores, reboques e carrocerias (+24,4%) e Produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (+22,9%). As principais quedas ocorreram em máquinas e equipamentos (-20,8%), couro e artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,4%) e produtos de borracha e material plástico (-3,5%).
Nos serviços, o Estado registrou alta de 1,1% na comparação anual. O comércio cresceu 1,3%, com avanço em oito das dez áreas avaliadas. Entre os destaques estão outros artigos de uso pessoal e doméstico (+14,8%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (+1,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (+3,2%).
No primeiro semestre de 2026, o PIB do Brasil cresceu 1,9% . Já no segundo trimestre de 2026, o PIB do Brasil teve alta de 0,5%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a alta do PIB no Brasil foi de 2,0%.