Reabilitação da Ponte do Fandango será concluída no inicio de julho
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) entrou na fase final da obra de reabilitação da Ponte do Fandango, sobre o Rio Jacuí, na BR-153.
Segundo o superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, o empreendimento está 95% concluído. “Fizemos um trabalho grande para entregar à população uma estrutura forte, resiliente e mais moderna”, destaca.
Atualmente, de acordo com o engenheiro de produção da obra, Kaliton Barbosa, estão sendo realizados os serviços de acabamento, instalação de guarda-corpo e juntas de dilatação, além da execução dos encabeçamentos da ponte. “É uma realização pessoal e profissional muito grande. É muito satisfatório chegarmos aqui sabendo que entregaremos uma estrutura de grande qualidade”, ressalta.
Com o investimento de R$ 78 milhões, as intervenções integram o projeto de reabilitação da travessia, no âmbito do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE). Entre as principais mudanças na estrutura, estão a sua elevação em 3,14 metros e a adequação do trem-tipo, de 24 para 45 toneladas, limite máximo permitido pela legislação vigente.
“A reabilitação da Ponte do Fandango é de grande relevância para o nosso estado, já que, além de garantir mais segurança à população, também é uma estrutura fundamental para a circulação de bens e serviços naquela região”, completa Hiratan.
A ampliação da capacidade da Ponte do Fandango é estratégica para a logística regional, especialmente para o escoamento de grãos, insumos e demais produtos. A estrutura conecta as regiões Central e do Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do Rio Grande do Sul, além de integrar a rota de acesso ao Porto de Rio Grande. O segmento também compõe um importante corredor de ligação entre a BR-290/RS e a RS-287/RS, rodovias que cruzam o estado de leste a oeste.
Para a empresária e moradora da cidade, Mirtis Preuss, a Ponte do Fandango deve ser muito valorizada, já que ela é responsável pelo transporte e influencia toda a economia do município. “É um privilégio enxergá-la, hoje, potente para trazer mais prosperidade ao nosso município. Cachoeira precisa honrar muito e agradecer as inúmeras e importantes oportunidades que essa ponte sempre nos deu e dará”, afirma.
Ao lembrar das chuvas que assolaram o Rio Grande do Sul em 2024, Mirtis celebra a ampliação da capacidade da estrutura. “Ficamos praticamente ilhados aqui no centro do estado e vejo isso como um marco promissor, para que possamos continuar circulando, mesmo em um momento difícil como foi o da enchente.”
Já o trabalhador da obra e também morador de Cachoeira do Sul, Adair Alves, fala da alegria de contribuir para a execução dos serviços. “Muito orgulho dessa ponte. Nosso fluxo de ida e volta é por aqui. Vamos ter mais movimento, mais indústria e mais emprego”, diz, com satisfação.
A previsão é de que a obra seja totalmente concluída até o início do mês de julho, melhorando a mobilidade da população que chega e sai de Cachoeira do Sul.
Mudanças – Entre os serviços já concluídos, destaca-se o içamento da estrutura metálica, considerado uma das etapas mais relevantes da reforma. A obra contemplou a reconstrução dos viadutos de acesso e a complementação dos pilares de sustentação da estrutura metálica.
A readequação da ponte inclui, ainda, a implantação de todos os pilares, vigas travessas e vigas longarinas nos viadutos de acesso das margens esquerda e direita do Rio Jacuí.