Faltam 6 km: pavimentação da ERS-403 aproximará Rio Pardo e Cachoeira do Sul
A pavimentação da ERS-403 – rodovia que liga os municípios de Rio Pardo e Cachoeira do Sul – está na reta final. A obra, aguardada há décadas pela população da região Central e do Vale do Rio Pardo, já está com a maior parte do trajeto asfaltada, restando apenas seis quilômetros para a conclusão total. A estimativa do governo do Estado é de que a obra seja 100% finalizada em 2026, entregando a rodovia totalmente pavimentada de ponta a ponta.
A pavimentação da rodovia é dividida em duas frentes principais. No Lote 1, no contrato atual, foram pavimentados quase 21 quilômetros de extensão a partir de Cachoeira do Sul em direção a Rio Pardo. Os trabalhos já foram totalmente concluídos e entregues à comunidade. O avanço também é expressivo no Lote 2. As frentes de trabalho e o maquinário se concentram no trecho remanescente de seis quilômetros. A obra representa um marco histórico que trará mais segurança, conforto e agilidade para o escoamento da produção agrícola e o transporte de passageiros da região.
Para o secretário de Logística e Transportes (Selt), Clóvis Magalhães, a conclusão do asfalto na ERS-403 representa a entrega de um compromisso histórico do governo do Estado com as comunidades locais. De 2019 até agora, já foram investidos mais de R$ 51 milhões na ligação regional. “Essa é mais do que uma obra de infraestrutura, é a concretização de um anseio muito antigo de toda a região. Estamos trabalhando com determinação para garantir que essa ligação regional seja plenamente concluída, impulsionando a economia, encurtando distâncias e melhorando a qualidade de vida de quem transita por aqui”, destacou o secretário.
O diretor-geral do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Luciano Faustino, ressaltou que o ritmo das atividades foi intensificado para garantir a entrega da via, mesmo após os desafios climáticos recentes. “Após as enchentes de 2024, nos segmentos já pavimentados, fizemos investimentos fundamentais para a recuperação das pontes que tiveram as cabeceiras danificadas e reconstituímos os trechos afetados. Retomamos a força total e, no momento, estamos com três frentes de trabalho atuando em ritmo acelerado”, detalhou.
Sobre a etapa final, o diretor pontua os avanços técnicos: “Nos seis quilômetros que restam ser asfaltados no Lote 2, a drenagem já está totalmente concluída e a terraplenagem ultrapassa os 90%. Além disso, temos 60% da sub-base asfáltica pronta e a base já está em execução. É um esforço contínuo para entregarmos essa rodovia com a qualidade que a região precisa”, afirmou Faustino.

Fim da espera e transformação na rotina
Quem vive e trabalha às margens da ERS-403 já sente a diferença na prática. Para o produtor rural Clóvis Panta, morador de Rio Pardo, a espera de 40 anos começa a dar resultados concretos. Ele relatou que, de onde mora, já é possível fazer o trajeto até Cachoeira do Sul inteiramente por asfalto, o que reduziu o tempo de viagem de duas horas para apenas 40 minutos. “Com o asfalto, novos recursos acompanham, inclusive a tecnologia. Transportadoras que antes não vinham, já estão chegando aqui para entregar produtos. Já temos até internet por fibra ótica”, comemorou.

Panta também destacou o impacto direto na sua atividade e na fixação de moradores na região. “Nós comprávamos os insumos para a nossa produção, mas os transportadores não vinham porque havia muitos buracos e atoleiros. Hoje não temos mais esse problema e já há mais caminhões querendo escoar nossa safra com a estrada em condições muito melhores. Ficou fácil também para os jovens morarem aqui e irem estudar na cidade. Isso tem ajudado a manter a juventude no nosso interior”, complementou o produtor.
A proximidade da conclusão da obra também animou o agricultor José Carlos da Silva. “Como só faltam seis quilômetros, a população está confiante”, afirmou. Ele reforçou que a via pavimentada transformará de vez a economia agrícola dos municípios interligados. “Vai beneficiar muito a produção de soja, arroz e de milho. Vai dar mais emprego e será melhor para transportar o produto. Inclusive, já aumentou o fluxo de caminhões que passam por aqui para levar a safra ao Porto do Rio Grande”, concluiu.