Estado registrou 5,9 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026

Os principais indicadores do mercado de trabalho do Rio Grande do Sul permaneceram estáveis no segundo trimestre de 2026. A taxa de desocupação manteve-se em 4,2%, resultado de um percentual de participação na força de trabalho de 65,6% e de um nível de ocupação de 62,8%. Já a taxa de informalidade ficou em 29,6%.

Os dados integram o Boletim de Trabalho do Rio Grande do Sul, elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, do Departamento de Economia e Estatística (DEE). A análise utiliza dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Estado registrou 5,9 milhões de pessoas ocupadas e 256 mil em busca de trabalho. Entre essas últimas, 18,6% procuravam uma ocupação havia um ano ou mais. Já o percentual que reúne pessoas sem ocupação e trabalhadores que gostariam de ter mais horas de jornada ficou em 6,4%.

Rendimentos 

O rendimento médio mensal real dos trabalhadores chegou a R$ 4.169 no segundo trimestre. O valor ficou estável em relação aos três primeiros meses do ano e apresentou aumento de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimentos dos trabalhadores ficou em R$ 24,18 bilhões, com elevação de 6,2% na comparação com o segundo trimestre do ano passado. De acordo com o estudo, a variação ocorreu em razão do aumento do rendimento médio, enquanto o número de pessoas ocupadas permaneceu estável.

Emprego formal 

Entre julho de 2025 e julho de 2026, o Rio Grande do Sul registrou saldo positivo de 8.907 postos de trabalho formal, o que representa uma variação de 0,3%. Ao final do período, o Estado tinha 2,8 milhões de vínculos empregatícios.

Os serviços tiveram saldo positivo de 20 mil vínculos no período, e a agropecuária, de 584. Nos demais setores, houve redução no número de trabalhadores: indústria (-8 mil), comércio (-3,2 mil) e construção (-396).

No recorte por sexo, o saldo entre as mulheres foi positivo em 12,7 mil vínculos, enquanto entre os homens houve redução de 3,8 mil. Por escolaridade, foram registrados saldos positivos de 11,2 mil postos na faixa de trabalhadores com Ensino Médio completo e de 9,3 mil daqueles com Ensino Médio incompleto.