Estado assina contrato para estudo sobre ferrovias do Sul

Foi assinado nesta segunda-feira (21), no Palácio Piratini, em Porto Alegre, o contrato com o consórcio que será responsável por elaborar um estudo para um sistema integrado de ferrovia da Malha Sul. A expectativa é de que o material sirva de contraponto à proposta do governo federal de fatiar a concessão da ferrovia em três lotes.

O primeiro diagnóstico do estudo está previsto para o final do ano. O estudo completo deve ser finalizado em até 10 meses.

O consórcio vencedor da licitação é liderado pela Alvarez & Marsal Consultoria em Engenharia e será executado junto com as empresas Eagle Consultoria Econômica e de Engenharia e o escritório Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Andrade – Advogados. O estudo foi contratado pelo valor de R$ 5,49 milhões. 

Representantes gaúchos e catarinenses são contrários ao fatiamento da nova concessão em três lotes, como sugere a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). O principal argumento é de que a divisão da ferrovia em lotes possa afastar investidores, concentrando investimentos somente no trecho do Paraná, onde a malha ferroviária é mais atrativa.

Um leilão marcado para 2027 definirá a nova concessão de ferrovias no sul do Brasil. A atual concessão, com a empresa Rumo, vence em fevereiro, mas será prorrogada em até dois anos até que uma nova empresa possa assumir.

Os lotes propostos pelo governo federal

  • Corredor Paraná–Santa Catarina: com 1.502 quilômetros concentrados nestes Estados
  • Corredor Mercosul: com 1.865 quilômetros, e que ligaria São Paulo até a fronteira com a Argentina, passando por Paraná, Santa Catarina e parte do território do Rio Grande do Sul
  • Corredor Rio Grande: com 880 quilômetros, que ligaria o noroeste gaúcho ao porto de Rio Grande.

Fonte Gaúcha/ZH