RS aponta consenso para prorrogar concessão de ferrovias da Rumo

O simpósio Malha Sul: Passado e futuro da ferrovia no sul do Brasil, promovido nesta quinta-feira (11) pelo Ministério Público Federal (MPF), indicou um alinhamento de posições sobre o futuro do modal ferroviário gaúcho. Os palestrantes convergiram para a necessidade de prorrogar a concessão das ferrovias, atualmente operadas pela Rumo Logística. O atual contrato de concessão tem duração de 30 anos e termina em fevereiro de 2027

O simpósio ocorreu na sede da Procuradoria da República em Porto Alegre. Governo federal, procuradores da República e representantes da Rumo acreditam que a prorrogação do contrato por dois anos, uma hipótese prevista na atual concessão, permitiria manter os serviços de trens operantes até que uma nova licitação seja feita. Embora o Ministério dos Transportes preveja lançar o novo edital ainda este ano, a maioria dos participantes do simpósio considera o cronograma otimista. O primeiro desafio é atrair investidores capazes de aportar R$ 12 bilhões na malha sul (que abrange os três Estados da região), sendo quase R$ 10 bilhões destinados ao trecho do Rio Grande do Sul, o mais afetado por problemas estruturais. Além disso, processos licitatórios costumam ser lentos e sujeitos a questionamentos jurídicos, e a interrupção das linhas durante a transição criaria um impasse logístico.

Hoje os trens da Rumo só atuam entre Cruz Alta e Rio Grande com cargas.

 

 

Fonte Gaúcha/ZH