Reabilitação da Ponte do Fandango segue para parte final, diz DNIT
Considerada um importante elo logístico para a região de Cachoeira do Sul, a ponte do Fandango, sobre o Rio Jacuí, localizada na BR-153/RS, encontra-se em fase avançada de reabilitação. Com cerca de 90% dos serviços já concluídos pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a obra alcança uma etapa essencial e estratégica das ações que visam restaurar e reforçar a capacidade estrutural da Obra de Arte Especial (OAE), adequando-a às normas vigentes e garantindo sua durabilidade frente às demandas atuais e futuras do tráfego.
Com o investimento de aproximadamente R$ 78 milhões, as intervenções integram o projeto de reabilitação travessia, no âmbito do Programa de Manutenção e Reabilitação de Estruturas (PROARTE). Entre os serviços já concluídos, destaca-se o içamento da estrutura metálica, considerado uma das etapas mais relevantes da reforma. A obra contemplou a reconstrução dos viadutos de acesso e a complementação dos pilares de sustentação da estrutura metálica, que foi elevada em 3,14 metros. Assim como a execução do reforço da capacidade estrutural da ponte, com a adequação do trem-tipo de 24 para 45 toneladas, limite máximo permitido pela legislação vigente.
A readequação da ponte inclui, ainda, a implantação de todos os pilares, vigas travessas e vigas longarinas nos viadutos de acesso das margens esquerda e direita do Rio Jacuí. No viaduto de acesso da margem direita, já foi finalizada a etapa de lançamento das lajes plenas, enquanto a execução dos guarda-rodas ocorre em paralelo. Já no viaduto da margem esquerda, está em andamento a montagem das estruturas pré-fabricadas, compostas por lajes plenas.
“Nesse processo de reestruturação da ponte do Fandango, houve a necessidade de realizarmos um projeto de elevação da estrutura para garantir mais segurança. Foi uma etapa importante que exigiu uma revisão do projeto executivo da obra e isso prolongou o prazo de andamento dos serviços. Mas foi um processo necessário porque com a readequação, a ponte estará em um nível mais elevado e isso evitará novas interrupções de tráfego já que ela foi uma das estruturas atingidas pela maior enchente da história do Rio Jacuí, em 2024”, considerou superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva.
Etapa de conclusão
Com previsão de entrega para o mês de julho, a intervenção segue em ritmo acelerado e avança para as etapas finais. Nos viadutos de acesso das margens direita e esquerda estão previstos a execução da consolidação das lajes plenas, continuação da execução dos guarda-rodas, execução da capa asfáltica, sinalização horizontal e vertical e execução do sistema de drenagem de águas pluviais.
Já na ponte metálica estão previstos a continuação da execução da complementação dos pilares de sustentação da estrutura metálica da ponte que foi alteada, montagem da passarela metálica de pedestres, execução dos guarda-rodas no lado esquerdo; concretagem da laje, execução da capa asfáltica; execução da sinalização horizontal e vertical e a execução do sistema de drenagem de águas pluviais.
As melhorias são gerenciadas pelo PROARTE, programa do DNIT responsável pelo gerenciamento, planejamento, execução, acompanhamento, monitoramento, inspeção e controle de ações de manutenção, reabilitação, recuperação, reconstrução, substituição e implantação de estruturas de contenção, localizadas na malha rodoviária federal administrada pelo DNIT.
Importância – A ampliação da capacidade da Ponte do Fandango é estratégica para a logística regional, especialmente para o escoamento de grãos, insumos e demais produtos. A estrutura conecta as regiões Central e do Vale do Rio Pardo às regiões Sul e Oeste do Rio Grande do Sul, além de integrar rota de acesso ao Porto de Rio Grande. O segmento também compõe importante corredor de ligação entre a BR-290/RS e a RS-287/RS, rodovias que cruzam o estado de leste a oeste.

