Safra de noz-pecã do RS pode chegar a 7 mil toneladas em 2026

A safra de noz-pecã do Rio Grande do Sul em 2026 pode atingir a marca de 7 mil toneladas, um valor acima da média histórica e que seria um recorde para o estado. A estimativa foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan) durante a reunião da Câmara Setorial do cultivo, realizada nesta semana pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

“A colheita deu uma antecipada em algumas variedades de árvores e em algumas regiões, mas está bem espalhada. Como tem áreas que não abriram ainda, provavelmente vai ser uma colheita mais longa do que o habitual. Pelo que temos recebido de relato dos produtores, tendo em perspectiva a média de produção, esperamos chegar a uma safra bem significativa frente aos outros anos”, comentou o presidente da IBPecan, Claiton Wallauer.

O gerente técnico da Emater/RS-Ascar, Luís Bohn, confirmou a estimativa. “Tendo como base as informações conjunturais que a Emater capta pelos seus escritórios municipais, há um indicativo de que teremos uma safra muito boa este ano”, complementou.

Para o coordenador da Câmara Setorial, Carlos Eduardo Scheibe, o aumento de produção de noz-pecã para essa safra pode estar relacionado a dois fatores. “Tivemos condições climáticas melhores, mas também estamos com um número grande de pomares entrando em produção, mudas que foram plantadas em 2010, por exemplo”, explicou.

O consultor técnico da Pecanita, Jaceguay Barros, projeta que a safra de noz-pecã pode aumentar de forma consistente até 2030. “De 2013 a 2019, o comércio de mudas foi muito aquecido, e essa onda de plantio se refletirá nas produções de 2025 a 2030, quando esses pomares entrarem em produção”, avaliou.

O Brasil já é o quarto maior produtor de noz-pecã do mundo, com o Rio Grande do Sul responsável por mais de 90% da produção nacional, segundo dados do IBGE.