Poupança completa 20 meses seguidos de perdas para a inflação

A poupança completou 20 meses seguidos de perdas para a inflação. Ou seja, quem tem dinheiro na modalidade de investimento mais popular do País está perdendo poder de compra há quase dois anos.

Em abril, a rentabilidade da poupança foi de 0,56% em termos nominais, enquanto a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 1,06%, a maior taxa em 26 anos. Com isso, a caderneta teve um retorno negativo de -0,50% no mês.

No acumulado em 12 meses até abril, a poupança teve um rendimento real negativo (descontada a inflação) de 6,58%, perda maior do que a observada nos 12 meses até março (-6,20%), segundo levantamento da Economatica.

A última vez que a poupança teve ganhos reais no acumulado em 12 meses foi em agosto de 2020 (0,45%). Em outras palavras, o dinheiro aplicado na poupança está encolhendo em vez de crescer em razão do rendimento abaixo da inflação.

Embora a poupança não seja caso único de investimento perdendo para a inflação, com a alta da Selic (taxa básica de juros) há atualmente outras opções de investimento em renda fixa que superam a rentabilidade da caderneta e que estão dando retorno de até mais de 1% ao mês, dependendo do prazo da aplicação.

Desde o final do ano passado, quando a Selic ultrapassou o percentual de 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança voltou à regra antiga, deixando de pagar 70% da taxa básica de juros e passando a ter rendimento fixo de 6,17% ao ano + TR (ou 0,5% ao mês + TR), o mesmo que já era pago para a chamada “poupança velha” (depósitos feitos até abril de 2012).

Segundo cálculo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), uma aplicação de R$ 1 mil na poupança rende atualmente R$ 74,40 em 12 meses ou 7,44% ao ano, já incluindo no cálculo a variação da TR e considerando a manutenção da Selic em 12,75%.

 

 

 

fonte O Sul

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