SES recebe visita do Ministério da Saúde e Fiocruz para tratar do enfrentamento à dengue

A Secretaria da Saúde (SES) recebeu nesta semana a visita de representantes do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para tratar do combate à dengue. A doença já causou neste ano 29 mortes e quase 20 mil casos contraídos dentro do RS (chamados de autóctones).

A visita técnica busca alinhar ações e trocar experiências entre os diferentes níveis de gestão. Os encontros começaram nesta segunda-feira (16) e vão até quarta-feira (18). Nesta terça (17) o grupo participou da reunião do Centro de Operações de Emergências (COE) de Arboviroses, que são doenças transmitidas por insetos.

Abrindo a reunião, a secretária Arita Bergmann deu as boas-vindas aos visitantes e destacou a importância do alinhamento entre os governos federal, estadual e municipal. Ao grupo, a área técnica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) fez uma apresentação do cenário epidemiológico da dengue assim como as estratégias de controle e monitoramento. O panorama no Estado que foi exposto detalhou a evolução da doença no ano, e as regiões que apresentam níveis de alerta e risco de transmissão maiores.

Por parte da Fiocruz, o médico infectologista Rivaldo Venâncio, da Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência, falou do papel da saúde e sociedade no enfrentamento da doença. “É de responsabilidade da saúde trabalhar para evitar mortes e atender quem adoece, porém, evitar uma epidemia está fora da governabilidade da saúde exclusivamente”, comentou. “Para isso, é necessário um trabalho de toda a sociedade”, completou ele, acrescentando que muitos focos de larvas do mosquito Aedes aegypti (o transmissor da doença) são encontrados em objetos domésticos dentro dos pátios ou até dentro de casa.

Representando a Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Pablo Fontoura, ressaltou também a necessidade de ações permanentes de combate ao mosquito. “Temos que desmistificar que a dengue é uma doença sazonal. Teremos sim épocas de aumento nos casos em períodos de maior calor e chuvas e diminuição no frio”, disse. “Mas o trabalho de prevenção precisa acontecer durante todo o ano, até para que possamos chegar nesses períodos de maior transmissibilidade melhor preparados”, avaliou.

Após a reunião desta terça-feira, os representantes do Ministério e Fiocruz seguiram para agendas com eixos específicos com as áreas das vigilâncias ambiental e epidemiológica e com o Departamento de Atenção Primária e Políticas de Saúde e outros setores da assistência da SES.

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