Na economia gaúcha, 13º salário injetará R$ 14,9 milhões

O pagamento do 13º salário  injetará R$ 14,9 bilhões na economia do Rio Grande do Sul neste final de ano. O dado é do  chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes. A entidade projeta R$ 208,7 bilhões para o país. O montante nacional é 3,5% menor do que foi pago em 2019. Descontada a inflação, o recuo é de 5,4%, a maior queda desde o início da pesquisa, em 2012.

São Paulo (R$ 61,5 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 22,3 bilhões), Minas Gerais (R$ 20,2 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 14,9 bilhões) respondem por mais da metade (56,9%) do impacto do 13º salário na economia. O levantamento considera dados como a massa salarial do contingente de trabalhadores formais da iniciativa privada, do setor público, empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, além dos beneficiários dos Regimes Geral e Próprio da Previdência Social. É a primeira vez que a CNC faz o recorte estadual dos dados nacionais.

A queda da atividade econômica e o  fechamento de postos de trabalho com avanço da informalidade, levam ao resultado, aponta o economista. O montante pago em 2020 também reflete a medida provisória de abril que regulamentou a redução da jornada e de salário ou suspensão do contrato de trabalho para evitar aumento maior do desemprego. O setor de serviços foi o que registrou maior adesão, seguido por comércio. Empresas podem reduzir o valor do salário extra, apesar de que algumas estão evitando tomar a medida. Além da intenção de pagar na sua totalidade, a segurança jurídica da decisão ainda é questionada.

 

 

fonte Gaúcha/ZH

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