Edital de concessão e duplicação da RSC 287 entre Tabaí e Santa Maria deve ser divulgado em setembro

Está saindo do forno a primeira concessão de rodovia estadual  do governo de Eduardo Leite. O edital que irá prever a duplicação de 204 quilômetros da RSC 287, entre Tabaí e Santa Maria , deve ser publicado até 19 de setembro.

Os detalhes estão sendo definidos Secretaria Extraordinária de Parcerias e pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. Atualmente, os técnicos estão incorporando as recomendações do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs).

– Esperamos que o leilão seja a primeira etapa de muitas de um processo de atração de fortes investimentos em infraestrutura para o Estado. Será uma alavanca importante para a retomada econômica em 2021, com a criação de empregos, obras, movimentando a economia em diversos setores, além de melhorar as condições logísticas e de trafegabilidade – destaca Bruno Vanuzzi, titular da Secretaria Extraordinária de Parcerias do governo gaúcho.

O valor máximo que será cobrado para carros em cada uma das cinco praças de pedágio está sendo fixado em R$ 7,40. Até a publicação do edital há possibilidade deste valor ainda sofrer alguma alteração. De acordo com Vanuzzi, o valor da tarifa foi construído utilizando-se “premissas de engenharia, de orçamentos e modelagem econômico-financeiro muito próximas às utilizadas nas licitações recentes da ANTT, como a RIS-VIASUL e BR-101SC”.

Quando o leilão for realizado – a data estimada é 18 de dezembro – a expectativa é que a disputa force um deságio superior a 20% da tarifa, o que poderia reduzir o valor para menos de R$ 6,00.

O contrato terá duração de 30 anos. O investimento privado gira em torno de R$ 2,70 bilhões. A empresa vencedora ficará responsável por fazer a recuperação, duplicação e manutenção da rodovia no trecho estipulado. Ela será remunerada com a arrecadação que virá das cinco praças de pedágio,  três delas que serão construídas.

Das obrigações, o vencedor terá que duplicar os trechos urbanos no terceiro e no quarto anos de contrato. Os demais pontos, entre Tabaí e Santa Cruz do Sul, deverão ser duplicados até o sexto ano. De Santa Cruz do Sul a Novos Cabrais, as obras deverão ocorrer até o nono ano de contrato.

Entre o terceiro e quinto anos, a rodovia já terá 7 quilômetros de faixa extra entre Novos Cabrais e Santa Maria. A faixa extra é semelhante à utilizada na RS-040, em Viamão.

Já a duplicação até Santa Maria está prevista para ocorrer entre o décimo nono e vigésimo primeiro ano de contrato. A obra poderá ser antecipada se a média de veículos na rodovia atingir o movimento atual de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. Quando isso ocorrer, a duplicação será realizada imediatamente.

As cidades onde estarão localizadas as novas praças de pedágio não foram alteradas. A única modificação foi em relação ao local da cobrança em Paraíso do Sul. A mudança atendeu um pedido da prefeitura. O ponto foi transferido oito quilômetros em direção a Candelária. Com isso, a praça ficou mais distante do trecho urbano do município.

No início do contrato, a cobrança ocorrerá nos pedágios existentes, em Candelária e Venâncio Aires. As outras três – em Bom Retiro do Sul, Paraíso do Sul e Silveira Martins – só entram em funcionamento depois de que todos os 204 quilômetros de pista existente sejam recuperados. Pela previsão do edital, a restauração está marcada para ocorrer nos primeiros 12 meses do contrato.

Das obras de arte previstas na duplicação a mais importante é a ponte do Rio Taquari. Uma nova estrutura, de quase 600 metros será construída. E a atual passará por revitalização integral.

 

 

 

fonte Gaúcha/ZH

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