Saúde Pública do RS retoma mobilização contra o mosquito Aedes aegypti

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) realizou nesta sexta-feira (9) reunião do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública para retomar as atividades de combate ao Aedes aegypti, que é o mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Além da apresentação do cenário epidemiológico das doenças, a pauta tratou de propostas para a Semana Nacional de Mobilização de Combate ao Aedes, que acontece entre os dias 26 e 30 de novembro.

A proximidade do verão, com o consequente aumento das temperaturas e chuvas, é o alerta para que haja um reforço das atividades de eliminação dos focos do inseto, que deposita suas larvas em locais com água parada. No Rio Grande do Sul são 313 cidades consideradas infestadas pelo mosquito, o que representa 63% dos municípios gaúchos. O número de cidades aumentou durante o ano de 2018, somando 64 municípios a mais do que em relação ao ano de 2017.

É considerado infestado pelo Aedes aegypti o município que registrou, ao menos, um local com larvas do inseto em suas armadilhas de monitoramento. Para sair da lista, a cidade precisa continuar a vigilância e não registrar nenhum novo foco por um período de 12 meses consecutivos.

Semana de Mobilização e Dia D

Durante a reunião foram discutidas propostas para a Semana Nacional de Mobilização Intersetorial de Combate ao Aedes aegypti. A iniciativa tem por objetivo estimular ações nas áreas de educação, assistência social e saúde nos estados e municípios a respeito da importância de prevenção à dengue, zika e chikungunya, bem como do combate ao Aedes. No dia 30 de novembro, a programação terá o Dia D, quando a orientação será que sejam realizadas atividades com a presença de autoridades, gestores, líderes e personalidades. Como forma de mobilização, são incentivadas a execução de ações educativas, mutirões de limpeza, atividades lúdicas e rodas de conversa.

Na reunião desta sexta-feira (9), o secretário estadual da saúde, Francisco Paz, salientou a importância da participação da sociedade nesse processo. “As ações não funcionam sozinhas, é preciso o empenho de todos, de outras áreas além da saúde e da população”, frisou.

Cenário epidemiológico

O Rio Grande do Sul não apresentou casos autóctones (contraídos dentro do estado) ao longo de 2018. Foram registrados apenas 21 casos importados em residentes gaúchos que foram contaminados fora do RS. O número é semelhante ao mesmo período do ano anterior, quando foram identificados 20 casos importados e um único autóctone.

Por outro lado, o estado registrou a circulação do vírus chikungunya, confirmando 11 casos autóctones em Santiago, além de outros oito casos importados distribuídos em oito cidades. Quanto ao zika, não houve caso confirmado no RS no ano.

Comitê de monitoramento

O Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública é um grupo coordenado pela SES e que reúne outros órgãos e entidades para discussão de temas de interesse, como o combate ao Aedes, a Influenza, entre outros.

Na reunião desta sexta-feira estiveram presentes representantes de outras secretarias estaduais, como da Educação e da Segurança Pública, da Secretaria Municipal de Saúde, Ministério de Saúde, Defesa Civil, Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) e Caixa Econômica Federal.

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