Rejeição do plebiscito não altera projeto de modernização do Estado

Após a decisão da Assembleia Legislativa,  terça-feira (5)e, de impedir que a população decida o futuro das estatais de energia (CEEE, Sulgás e CRM) por meio de plebiscito em outubro, o governador José Ivo Sartori reuniu a Coordenação de Governo e a Procuradoria Geral do Estado (PGE), nesta quarta-feira (6).

O chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú, destacou que a decisão do Parlamento compromete a busca do equilíbrio econômico-financeiro do Estado e o Regime de Recuperação Fiscal (RRF). “Estamos buscando alternativas para que o Estado não volte a pagar a dívida com a União, que está na faixa de R$ 300 milhões por mês. De onde se tiraria esse dinheiro se, por essa decisão irresponsável de ontem, o Estado tivesse que pagar a dívida com a União? A decisão da Assembleia coloca a liminar que suspendeu o pagamento da dívida em risco, porque impede que o Estado consiga construir o seu equilíbrio fiscal. O Estado não pode voltar a pagar a dívida, sob pena do caos”, enfatizou.

Página triste para democracia

“Esta decisão da Assembleia, da oposição e dos aliados de ocasião, é uma página triste para a democracia gaúcha ao não permitir que a população seja ouvida sobre a privatização ou federalização dessas empresas. É uma decisão grave, lamentável, antidemocrática e oportunista a que foi tomada ontem”, criticou Benvegnú.

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