Parte de Católicos boicotam Campanha da Fraternidade 2021 que inicia nesta quarta-feira

Após deixar de ser realizada no ano passado, por causa das restrições impostas pela pandemia de coronavírus, a Campanha da Fraternidade de 2021 começa com ataque nas redes sociais e ações de boicote. A cruzada é promovida por grupos católicos, que se revoltaram com o protesto da iniciativa religiosa contra a violência sofrida pela população LGBTQI+.

Com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, a tradicional iniciativa que pede doações de fiéis para apoiar projetos da Igreja Católica virou alvo de religiosos fundamentalistas nas redes sociais. Um dos motivos é a busca da inclusão, nesse diálogo, das minorias e a violência direcionada a esses grupos.

Os ataques nas redes são ferozes e acusam líderes religiosos de terem aderido a “pautas abortistas e anticristãs”. Com vídeos no YouTube e hashtags no Twitter e no Instagram, esses grupos tentam incentivar os cristãos a não doar nenhum dinheiro para a Campanha da Fraternidade.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divide a organização da campanha com o Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Batistas do Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil,Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Presbiteriana Unida e Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia)

Os conservadores católicos autores das primeiras investidas contra a iniciativa não chegam a ser populares nas redes, mas o movimento vem ganhando força com a adesão de alguns influenciadores de extrema direita. Um deles é o Olavo de Carvalho, que tem divulgado pelo Facebook vídeos que atacam a Campanha da Fraternidade e a CNBB.

Os propagadores do discurso que extremistas como Olavo de Carvalho difundem são católicos como Frederico Abranches Viotti porta voz do instituto Plinio Correa de Oliveira. Em vídeo com imagens sacras e referências à monarquia, ele acusa “setores da Igreja Católica” de estarem trabalhando contra o Brasil e pelo marxismo.

“Estamos vendo, no Brasil, o cristianismo ser desvirtuado com a questão da ideologia de gênero. E o que faz a CNBB? Uma campanha com conceito anticatólico de fraternidade e rompe as barreiras que o católico ainda tem ao pecado. Ao pecado, por exemplo, do homossexualismo”, protestou em transmissão na última semana.

 

 

 

 

fonte Jornal Metropoles

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