Laboratório da UFSM realiza pesquisa sobre a mobilidade urbana no RS

Todos precisamos nos deslocar para realizar nossas atividades cotidianas e as características da mobilidade urbana afeta nossa rotina e nossa qualidade de vida. Após muitos meses de pandemia em que nossos padrões de deslocamento se alteraram, muitos aspectos do transporte podem ter mudado, às vezes a melhor ou às vezes a pior. Queremos identificar quais são os atributos mais importantes relacionados ao transporte das cidades do Rio Grande do Sul, podendo assim auxiliar planejadores urbanos na promoção de deslocamentos mais seguros, sustentáveis e eficientes, com visão de futuro na nova realidade atual.
Esta pesquisa está sendo desenvolvida pelo Laboratório de Mobilidade e Logística, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), coordenada pelo prof. Dr. Alejandro Ruiz Padillo e com a participação de várias bolsistas do curso de Engenharia Civil da UFSM. O estudo iniciou-se nos campi da UFSM em Santa Maria e Cachoeira do Sul, mas espalhou-se fundamentalmente às cidades da região metropolitana de Porto Alegre e a todas as cidades da Serra Gaúcha, com o objetivo de analisar as diferentes realidades geográficas, econômicas e sociais do Estado. Pois os problemas da mobilidade urbana e suas possíveis soluções não são iguais em todos os âmbitos!
Estamos já na última fase da pesquisa, que está coletando opiniões e respostas de toda a comunidade até fim do ano. As fases anteriores já nos permitiram conhecer peculiaridades dos transportes urbanos nas cidades gaúchas antes e durante a pandemia, e esperamos poder divulgar os resultados relativos ao momento atual a partir do mês de março de 2023. Mas para isso precisamos de muitas respostas!
A pesquisa está coletando respostas através de um formulário online totalmente anônimo e demora menos de 10 minutos. Pode ser respondida pelo celular ou pelo computador, clicando no seguinte link: http://bit.ly/mobilidade-rs
O número necessário de respostas muda em função do tamanho da cidade, e nesse caso esperamos obter pelo menos 200 respondentes no período da pesquisa. Podem ser pessoas de qualquer idade, gênero ou condição social, todos merecem ser ouvidos!!
Após esse período de mudanças bruscas, os dados tradicionais sobre a mobilidade das cidades ficaram obsoletos e tanto os pesquisadores na área como os responsáveis públicos nas Prefeituras e empresas de transporte precisam conhecer a situação atual do transporte para assim poder analisar os pontos fortes e fracos, seus problemas e necessidades. Só assim será possível propor as soluções daqui para frente e planejar a mobilidade das cidades do futuro, de uma forma mais sustentável e ordenada.
Os resultados da pesquisa serão disponibilizados a toda a comunidade das cidades participantes, assim como serão colocados à disposição das autoridades locais e estaduais e para toda a comunidade científica.