Situação persiste e Cachoeira do Sul enfrenta nova falta de água

Mesmo após reunião realizada ontem, sexta-feira, em Porto Alegre, onde o prefeito Leandro Balardin cobrou da presidência da Corsan soluções urgentes para as constantes faltas de água no município, o problema voltou a se repetir neste sábado (24), atingindo diversos bairros da cidade principalmente na região do Alto do Amorin.

A interrupção no abastecimento ocorre poucas horas após o encontro, evidenciando a precariedade do serviço e reforçando a necessidade de providências efetivas.

A Administração Municipal ressalta que a água é um serviço essencial e que a população não pode continuar sendo penalizada por falhas recorrentes e respostas insuficientes. O prefeito reforça que seguirá cobrando da Corsan medidas concretas, investimentos estruturais e respeito com os cachoeirenses, a fim de garantir um abastecimento regular e digno para toda a comunidade.

Entenda:

Desde o ano de 2025 até janeiro de 2026, a cidade de Cachoeira do Sul tem enfrentado episódios recorrentes de interrupções no abastecimento de água, interrupções e reclamações generalizadas quanto à prestação de serviço da Corsan — a empresa responsável pelo fornecimento de água e saneamento no município (serviço prestado pela Corsan/Aegea).


Reservatório do Amorin inaugurado em 29 de janeiro de 2025

Principais ocorrências em 2025

📌 Junho de 2025 — Interrupções durante forte período de chuvas

Em junho de 2025, Cachoeira do Sul sofreu queda no abastecimento de água em diversos bairros devido às fortes chuvas e cheias que atingiram o estado do Rio Grande do Sul, que afetaram a rede elétrica e as operações de captação e distribuição da água tratada. A Corsan precisou utilizar geradores para restabelecer parcialmente o abastecimento em até 23 bairros da cidade, já que a falta de energia elétrica prejudicou o funcionamento das bombas da Estação de Tratamento de Água.

Além disso, os serviços de contingência envolveram caminhões-pipa e equipes ampliadas para tentar normalizar os sistemas danificados pela chuva.

📌 Intervenções e manutenção emergencial na ETA

Também em junho de 2025, a Corsan utilizou geradores e ampliou equipes para minimizar os impactos dos danos causados pela enchente e restabelecer os sistemas de distribuição após a perda da rede elétrica e de equipamentos críticos.


Problemas recorrentes no segundo semestre de 2025

📌 Dezembro de 2025 — Reunião entre autoridades e Corsan

Em 17 de dezembro de 2025, o prefeito Leandro Balardin convocou reunião com representantes da Corsan e autoridades locais para tratar das reclamações da população sobre a qualidade da água, incluindo alterações de cheiro, cor e gosto, e interrupções frequentes no abastecimento. O gerente da Corsan explicou que a proliferação de algas no Rio Jacuí, comum no verão, pode afetar o tratamento da água, embora a empresa garantisse que a água estava dentro dos padrões de potabilidade.

O encontro também abordou causas técnicas das falhas no abastecimento, como picos de energia elétrica afetando bombas e equipamentos, e a necessidade de medidas preventivas, incluindo melhorias em reservatórios e regulagem de pressão.


Situação em 2026: agravamento e cobranças

📌 Janeiro de 2026 — Falta de água generalizada

No início de 2026, a falta de água voltou a atingir diversas áreas da cidade — especialmente no bairro Alto do Amorim e regiões adjacentes — gerando novos transtornos aos moradores. A prefeitura emitiu nota reconhecendo que o abastecimento ficou interrompido por horas, com previsão de normalização apenas à noite, e cobrou publicamente explicações e providências da Corsan.

📌 Cobrança formal do prefeito

O prefeito Leandro Balardin voltou a cobrar a Corsan pela recorrência dos problemas, destacando que há falta de investimentos em infraestrutura, redes precárias e insuficiência de pessoal, e anunciou que seguirá buscando uma nova agenda com a diretoria da empresa para tratar do abastecimento de forma estrutural.

📌 Nova reunião e nova falha no serviço

Mesmo após reunião realizada em Porto Alegre com a direção da Corsan, ocorrida em 23 de janeiro de 2026, a cidade voltou a registrar falta de água poucas horas depois, evidenciando que as medidas emergenciais ainda não foram suficientes para evitar interrupções no serviço. A Prefeitura intensificou a cobrança de soluções definitivas.

📌 Programação de obras e baixa pressão

Além dos episódios de falta de água, a Corsan também programou interligações de rede e melhorias no sistema de abastecimento, com possível baixa pressão ou interrupção temporária programada, como parte das intervenções para reforçar a infraestrutura local.


Impactos e reações comunitárias

  • 📉 Reclamações e transtornos: Moradores relataram transtornos e falta de água sem aviso prévio, gerando insatisfação e reclamações formais à empresa e às autoridades competentes.

  • 🗣 Demandas por investimento: A Prefeitura de Cachoeira do Sul tem enfatizado a necessidade de investimentos estruturais e revisão da infraestrutura existente, além de uma resposta mais eficaz da Corsan às demandas do município.


Contexto estrutural do serviço

O abastecimento de água e a coleta de esgoto de Cachoeira do Sul são responsabilidade da Corsan/Aegea, empresa que passou por processo de privatização nos últimos anos no estado do Rio Grande do Sul.

Desde meados de 2025 até janeiro de 2026, Cachoeira do Sul tem enfrentado interrupções frequentes no abastecimento de água, falhas técnicas e insatisfação da população com a prestação de serviços da Corsan. Reuniões e cobranças oficiais foram realizadas, mas os episódios de falta de água continuam, evidenciando a necessidade de investimentos estruturais, manutenção adequada da rede e melhorias operacionais para garantir um fornecimento estável à população, uma ironia , considerando estar as margens do Rio Jacui.

Redação/Radio Fandango