Malha Ferroviária Sul é discutida em Porto Alegre com participação estratégica de Cachoeira
Na última quarta-feira, o município de Cachoeira do Sul esteve representado em Porto Alegre na reunião que discutiu a Malha Ferroviária Sul e o corredor Mercosul. Participaram do encontro o Chefe de Gabinete, Cleiton Santos, e a Adjunta da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Lívia Lima.
A Prefeitura de Cachoeira do Sul foi convidada pelo presidente da Fiergs, Cláudio Bier – que possui uma filial da Masal, sua empresa, no município – e, por determinação do prefeito Leandro Balardin, foi o único município da região da Malha Sul e Mercosul presente no encontro. A participação foi considerada estratégica, por possibilitar a articulação direta entre o Município e os governos Estadual e Federal.
O objetivo é fortalecer o diálogo institucional e ampliar as perspectivas para o desenvolvimento logístico, econômico e industrial de Cachoeira do Sul e da região. “Hoje, um dos gargalos do nosso município é logístico, e estamos atuando no sentido de buscar soluções”, destacou o prefeito Leandro Balardin.
Durante a reunião, o Governo Federal anunciou que os editais para as novas concessões do modal ferroviário da linha Mercosul – no qual Cachoeira do Sul está inserida – deverão ser publicados em novembro de 2026, o que abre novas oportunidades para investimentos e melhorias na infraestrutura ferroviária.
Para lembrar.
- Paralisação: Metade da malha ferroviária gaúcha (mais de 700 km) ficou inoperante após as chuvas, bloqueando a ligação com outros estados.
- Linhas Afetadas: O Tronco Sul (Canoas a SC), a Ferrovia do Trigo (Roca Sales a Passo Fundo), e ramais entre Canoas – Rio Pardo – Cachoeira do Sul – Santa Maria – Uruguaina foi fortemente impactado, com túneis inundados, quedas de barreiras e pontes destruídas.
- “Trem dos Vales”: O passeio turístico, importante para a economia local, está fora de operação.
- Desmonte de Trilhos: Trechos (como em Santa Tereza) estão sendo desmontados e levados para Santa Catarina, gerando preocupação sobre desativação.
Fim do Contrato: O contrato com a Rumo vai até fevereiro de 2027.- Proposta de Devolução: A Rumo apresentou proposta para devolver parte dos trechos, focando apenas na rota mais lucrativa (Cruz Alta-Rio Grande).
- Críticas: Setores econômicos e o governo criticam a concessionária por falta de investimentos e manutenção prévia.
- Logística: O frete de grãos aumentou, já que cargas que iriam por trem agora vão por caminhão, impactando o agronegócio.
- Turismo e Comércio: Empreendimentos turísticos da região (como no Vale do Taquari) sofreram queda brusca no movimento.
- Empregos: Cerca de 330 trabalhadores foram impactados, com alguns sendo remanejados para outros estados.
Recuperação Complexa: A recuperação exigiria bilhões de reais e um ano de trabalho, mas a incerteza sobre o fim da concessão gera dúvidas, mas há propostas para separar trechos turísticos e buscar outros investidores para reparos.