Todesmade busca alternativas para transporte de colaboradores durante bloqueio da Ponte
Diante da interrupção prevista da Ponte do Fandango, programada para iniciar em 3 de fevereiro, algumas empresas sediadas no lado oposto , já procuram soluções para reduzir os impactos no deslocamento de funcionários e no fluxo da cidade , pelo bloqueio, que deve se estender por cerca de seis meses, necessário para o avanço das obras de recuperação sob responsabilidade da Construtora Cidade.
Entre as primeiras a buscar alternativas está a Todesmade, empresa do Grupo Todeschini situada na região da Vila Vargas/Piquiri. A proposta em estudo envolve a contratação de uma embarcação privada para transportar colaboradores entre a Praia Nova e a Rua Moron. A iniciativa ainda está em fase de planejamento, mas surge como uma resposta direta à preocupação com a limitação do transporte fluvial durante o período de interdição da ponte.
A avaliação é de que, com apenas a Balsa Deusa do Jacuí operando — embarcação do Estaleiro Couto contratada pelo Dnit —, haverá reflexos significativos na mobilidade urbana, tanto na entrada quanto na saída de Cachoeira do Sul. Por isso, a alternativa encontrada foi recorrer a um barco pertencente a um empresário local, considerado a opção mais eficiente para garantir maior segurança e conforto aos trabalhadores da Todesmade.
Caso o projeto se confirme, a embarcação, adaptada e equipada conforme as normas de segurança, deverá utilizar o atracadouro da Praia Nova. Do outro lado do Rio Jacuí, será necessária a instalação de um novo ponto de embarque e desembarque no final da Rua Esperanto, no Bairro Cristo Rei. A logística foi pensada de forma a não interferir no trajeto da Balsa Deusa do Jacuí, que seguirá operando ininterruptamente, 24 horas por dia, no percurso entre a Praia Nova e a Rua Moron.
A Balsa Deusa do Jacuí tem capacidade para transportar aproximadamente 30 veículos e fará o serviço de travessia de forma gratuita durante o período de bloqueio da ponte. A expectativa, no entanto, é de momentos de lentidão e filas, em razão da circulação de carros, ônibus, caminhões, bitrens, veículos escolares, máquinas agrícolas, entre outros.
Também se antecipando às mudanças, a Celetro reorganizou sua operação para garantir o atendimento aos associados da metade sul do município. Segundo o presidente da cooperativa, Bertino Rech, duas equipes — uma voltada a serviços leves e outra a demandas mais complexas — ficarão permanentemente dedicadas ao atendimento emergencial nessas áreas enquanto durar o bloqueio da ponte.
A base de apoio dessas equipes será o posto da Vila Piquiri, localizado às margens da BR-290. No local, será montado um estoque com materiais necessários para serviços ligados à distribuição de energia elétrica. A coordenação seguirá sob responsabilidade da sede administrativa da Celetro em Cachoeira do Sul, mantendo inalterados os canais de comunicação com os associados. O atendimento continuará sendo realizado pelo número 0800-541-9969, disponível por telefone, WhatsApp e chatbot. “Nosso compromisso é preservar a qualidade do atendimento aos associados, que representam o principal patrimônio da Celetro”, ressaltou o presidente da cooperativa.
Cacau Mores /Portal Ocorreio