Saúde de Cachoeira busca excelência do Hospital Albert Einstein para desafios do CAS TEAcolhe

A Secretaria Municipal da Saúde está trazendo à Cachoeira do Sul, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), a experiência em gestão de uma das maiores excelências em assistência de saúde do país, o Hospital Israelita Albert EinsteinA instituição com mais de 60 anos de história e detentora de um dos principais centros médicos de alta complexidade da América Latina realiza projetos em parceria com o Ministério da Saúde para fortalecer e aprimorar o SUS, sendo um deles curso de especialização para o qual a titular da SMS, Camila Barreto, foi uma das cinco selecionadas no Estado. A capacitação técnica é intitulada “Excelência Operacional na Área da Saúde – Lean Six Sigma”, tem financiamento do governo federal e conta também com a parceria do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (COSEMS/RS).

Uma das diretrizes de ensino do PROADI, em conjunto com o Ministério da Saúde, prevê intervenções práticas no âmbito do SUS e foi a partir disto que a gestora municipal da saúde viu a oportunidade de inserir a cidade nas práticas do programa de âmbito nacional. A equipe integrada pela enfermeira Camila Barreto incluiu entre seu campo de pesquisa um projeto com foco no aperfeiçoamento e qualificação do Centro de Atendimento de Saúde (CAS), que integra o Programa Estadual de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, inaugurado há cerca de um ano em Cachoeira do Sul. “Dados os muitos desafios que vêm sendo enfrentados por esta que é uma política recente, em um serviço novo e que verifica uma demanda crescente diante da sua capacidade de atendimento, apresentei os indicadores de Cachoeira do Sul quanto ao TEA, e a proposta foi acolhida pelos demais colegas. A partir do estudo, é possível indicar novas proposições para o Programa e também identificar fragilidades no processo de trabalho que podem ser aprimoradas“, comentou a titular da SMS.

A pesquisa fará uma radiografia do centro e sua operacionalidade deverá apontar, em meio a um trabalho contínuo de até um ano, ações articuladas em rede e medidas de gestão em saúde que possam otimizar as filas de acesso às terapias e promover o amplo desenvolvimento e reabilitação dos pacientes no espectro autista de diferentes faixas etárias. “Os casos analisados pelas linhas de pesquisa da especialização servirão de referência à atuação dos demais municípios brasileiros em serviços afins financiados pelo SUS”, destacou.

VISITA AO CAS TEACOLHE

Para dar início ao trabalho em campo, a secretária Camila Barreto recebeu a equipe do programa durante visita ao CAS TEAcolhe nesta quinta-feira (12/03). Estiveram na cidade para a integração com a equipe da unidade a assessora técnica do COSEMS/RS, Ana Paula Cappellari; as representantes do Albert Einstein Hospital Israelita e consultoras especialistas em Melhoria Contínua e Excelência Operacional, Isabela Silva Machado e
Mara Regina Soares Pereira; e a servidora da Prefeitura de Cachoeirinha, advogada Bianca Breier. 
Também integram o grupo de trabalho a apoiadora do COSEMS/RS para as regiões 6, 7 e 8 de saúde, Kelly Caroline Costa Portolan, e a secretária de Saúde e de Assistência Social no município de Alto Feliz, Bruna Somagal Palavro.

Recepcionadas pela coordenadora do CAS TEAcolhe, Tarcia Cheiram, as gestoras concentraram-se na pesquisa de fatores básicos como fluxo de atendimento, perfil dos pacientes, estrutura de trabalho e time de profissionais, a fim de que seja alcançado um diagnóstico situacional e, em um segundo momento, avaliadas e propostas alternativas de melhoria do serviço prestado. O absenteísmo observado na unidade, que no último quadrimestre de 2025 alcançou o índice de 24,19% dos atendimentos resultando em faltas não justificadasé outro desafio que será acompanhado de perto pelo grupo de trabalho por envolver questões multifatoriais.

Os usuários do CAS requerem tratamentos permanentes e apostamos em caminhos como o apoio da rede de saúde, articulação intersetorial, bem como a análise de novas estratégias para qualificar o cuidado e garantir o acesso a mais usuários do SUS“, propõe a assessora técnica do COSEMS/RS, Ana Paula Cappellari. Na atividade in loco, as profissionais da saúde deram início à análise dos indicadores do CAS, para apresentação futura às gestões estadual e federal, incluíram à pesquisa a averiguação do tempo de espera por idade, o trajeto de cuidado e passarão a monitorar dados que até então não eram acompanhados.