Cancelamento de edital pelo governo federal impacta expectativa de curso de Medicina em Cachoeira do Sul

A decisão do Governo Federal de revogar o edital que autorizava a abertura de novos cursos de Medicina no país gerou grande incerteza em diversas localidades, incluindo Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, onde o projeto estava sendo tratado como uma estratégia fundamental para o fortalecimento da saúde pública e para o desenvolvimento econômico local.

Processo em Fase de Definição

Até o início de 2026, o projeto de implantação do curso de Medicina em Cachoeira do Sul estava em fase de avaliação. Duas instituições estavam na disputa para abrir o curso no município: a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). Ambas as universidades apresentaram projetos bem estruturados, com base na rede de saúde local, especialmente nas unidades do Hospital de Caridade e Beneficência (HCB) e nas unidades básicas de saúde da cidade.

A definição final sobre qual instituição seria selecionada dependia de uma análise técnica do Ministério da Educação (MEC) e da possibilidade de recursos administrativos dentro do processo seletivo. No entanto, com o recente cancelamento do edital, o futuro do projeto se tornou incerto. Caso a decisão federal suspenda ou anule os trâmites em andamento, o cronograma para a implantação do curso pode ser interrompido ou postergado por tempo indeterminado.

Investimentos e Articulações Locais

A expectativa em torno do curso de Medicina levou a ações concretas por parte do poder público municipal. A Prefeitura de Cachoeira do Sul havia protocolado no Tribunal de Justiça a ação de desapropriação do Hospital da Liga, de propriedade da Liga Beneficente Operária Cachoeirense. O Decreto Municipal 025/2024 já havia declarado o prédio de Utilidade Pública, com a intenção de destinar o espaço à instalação da faculdade de Medicina, caso a cidade fosse contemplada e a Unisc fosse escolhida pelo Governo Federal.

Se o curso de Medicina não for implantado, a Prefeitura continuará utilizando o espaço, que atualmente abriga a Secretaria Municipal de Saúde, mas os investimentos e as articulações já realizadas podem ficar comprometidos.

Impactos na Saúde e Economia Local

A aprovação do curso de Medicina em Cachoeira do Sul era vista como um marco tanto para a saúde pública quanto para a economia da cidade. Além de contribuir com a formação de profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS), o curso seria um pilar para fortalecer o atendimento regional, especialmente no HCB e nas unidades de saúde básicas.

Do ponto de vista econômico, a implantação da graduação poderia impulsionar diversos setores, como o comércio, o mercado imobiliário e a criação de empregos diretos e indiretos. A chegada de estudantes, professores e outros profissionais teria um impacto significativo na economia local.

Cenário de Incerteza e Mobilização Futura

Com a revogação do edital, a cidade de Cachoeira do Sul agora aguarda novas diretrizes do Ministério da Educação (MEC). Ainda não está claro se o Governo Federal irá reabrir o edital, reformular as regras ou suspender por tempo indeterminado a expansão dos cursos de Medicina.

Neste cenário de incerteza, a mobilização política e institucional, que já estava em andamento para garantir a implantação do curso, tende a se intensificar nos próximos meses. A orientação para a comunidade e as autoridades locais é acompanhar atentamente os canais oficiais do MEC e da Prefeitura de Cachoeira do Sul para obter atualizações sobre o futuro do projeto e os desdobramentos dessa decisão federal.

A decisão de revogar o edital foi publicada na Portaria MEC nº 129, em 9 de fevereiro de 2026, conforme o Diário Oficial da União. A cidade de Cachoeira do Sul segue em compasso de espera, enquanto busca alternativas e reforça sua mobilização para garantir a continuidade do processo.

Com base nas pesquisas realizadas, a Portaria MEC nº 129/2026 , aqui estão os pontos principais:

  • Revogação de Cursos de Medicina: A portaria foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União e cancelou o chamamento público que abriria novos cursos de Medicina, incluindo unidades no Rio Grande do Sul e outras regiões do país.

  • Foco na Qualidade: A medida foi adotada no contexto de monitoramento da qualidade da formação médica e critérios de abertura de novos cursos.

  • Contexto de Edital: A ação está relacionada à revisão dos editais de seleção e processos de expansão do ensino de medicina conduzidos pelo Ministério da Educação.