Cacisc cobra novamente do DNIT a colocação de segunda barca

O presidente da Câmara de Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços de Cachoeira do Sul (CACISC), Rafael Vargas de Quadros, também por representação de suas entidades empresariais, formalizou preocupação quanto à disponibilização de apenas uma balsa para a travessia do Rio Jacuí durante o período de bloqueio da Ponte do Fandango para execução das obras de elevação, em desacordo com o que foi solicitado, debatido e alinhado previamente com a direção do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT.

Desde o início das tratativas, a CACISC tem sido clara e objetiva ao apontar que uma única balsa é insuficiente para absorver a totalidade da demanda de travessia, tornando-se um grave fator de risco logístico, econômico e social para Cachoeira do Sul e toda a região. Tal cenário tende a gerar filas excessivas, atrasos, paralisações de atividades produtivas e prejuízos diretos aos setores do agronegócio, comércio, indústria e serviços, além de impactar severamente a rotina da população.

Em ofício, a CACISC ressalta que Cachoeira do Sul é polo regional de serviços essenciais, contando, entre outros equipamentos estratégicos, com um hospital que realiza aproximadamente 3 mil atendimentos mensais da região. A limitação da travessia compromete o acesso a serviços de saúde, o deslocamento de profissionais, o transporte de pacientes, bem como a logística escolar, afetando alunos, professores e equipes administrativas, com reflexos diretos na qualidade e continuidade dos serviços públicos.

Some-se a isso o fato de estarmos às vésperas do início da colheita de arroz e soja, período historicamente marcado por aumento expressivo no fluxo de caminhões, máquinas agrícolas, insumos e produção. A restrição da travessia, neste momento específico do calendário produtivo, potencializa os riscos de perdas econômicas relevantes, atrasos na cadeia logística, aumento de custos operacionais e redução da competitividade regional.

Cabe destacar, ainda, que não se trata de uma preocupação nova. Em 2017, o município já vivenciou situação semelhante envolvendo a indisponibilidade de balsa, ocasião em que restou comprovada, de forma inequívoca, a necessidade de uma segunda balsa de apoio para garantir segurança operacional e continuidade das atividades. Desde então, esta demanda tem sido reiteradamente apresentada nas reuniões com o DNIT, sempre de forma técnica, respeitosa e colaborativa, sendo inclusive bem acolhida e reconhecida por esta autarquia federal.

Este cenário torna-se ainda mais crítico diante do fato de que as obras de adequação da ERS-403 não foram concluídas dentro do prazo necessário, impossibilitando que esta rodovia absorva, de forma segura e eficiente, o fluxo alternativo de veículos. Conforme acompanhamentos recentes e contatos mantidos pela CACISC com representantes do DNIT, a informação é de que a mobilização de uma segunda balsa estaria condicionada à demanda efetivamente constatada após o início da operação, o que causa ainda maior preocupação do setor empresarial, uma vez que os impactos negativos poderão já estar consolidados quando esta decisão for tomada.

PEDIDOS URGENTES DA CACISC:

• Informar o cronograma oficial de mobilização da segunda balsa;
• Informar o prazo estimado para sua disponibilização, caso a decisão já esteja tomada;
• Informar quais os critérios técnicos e operacionais que definirão essa mobilização e licitação.

A CACISC reafirma seu compromisso institucional de representar os interesses dos setores produtivos e da sociedade de Cachoeira do Sul, atuando de forma responsável, colaborativa e propositiva, com
objetivo de antecipar riscos, evitar prejuízos maiores e construir soluções conjuntas, preservando o desenvolvimento econômico, social e regional, sempre em parceria com o DNIT, lideranças e todos os órgãos responsáveis.

 

 

 

(Comunicação: Divulgação CACISC – 28/01/2026)