Banco Central mantém Selic em 15% pela quinta reunião consecutiva
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu, nesta quarta-feira, manter a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano, pela quinta reunião consecutiva. A decisão já era amplamente esperada pelo mercado financeiro e por analistas econômicos, diante do cenário de inflação persistente no país.
A inflação acumulada segue operando no limite superior do teto da meta, fixado em 4,5%, o que tem levado o Banco Central a adotar uma postura cautelosa. Segundo o Copom, apesar de alguns sinais de desaceleração em setores específicos, as pressões inflacionárias continuam relevantes, especialmente nos preços de serviços e alimentos.
Em comunicado, o comitê destacou que o ambiente externo permanece incerto, com instabilidades geopolíticas e políticas monetárias restritivas em economias centrais, fatores que impactam o fluxo de capitais e a taxa de câmbio. No cenário doméstico, o Banco Central também apontou preocupações com o equilíbrio fiscal e seus reflexos sobre as expectativas de inflação.
Economistas avaliam que a manutenção da Selic em patamar elevado busca ancorar as expectativas inflacionárias e preservar a credibilidade da política monetária. No entanto, o nível atual dos juros continua pressionando o crédito, o consumo e o ritmo de crescimento econômico.
Para as próximas reuniões, o Copom afirmou que seguirá acompanhando atentamente a evolução da inflação, das expectativas do mercado e da atividade econômica. A sinalização é de que eventuais cortes na taxa básica dependerão de uma trajetória mais consistente de convergência da inflação para o centro da meta.
A decisão reforça o compromisso do Banco Central com o controle inflacionário, mesmo diante dos custos econômicos associados à manutenção de juros elevados por um período prolongado.